Bruno Maag, tipógrafo suíço cujo escritório possui ramificações por todo o mundo (incluindo países como Egito e Brasil), deu uma palestra na minha saudosa universidade na última quarta-feira. E eu, claro, fui lá assistir.
A palestra foi dividida em duas partes, onde na primeira ele falou de conceitos de design, poluição e ruído visual. Ele não falou nada demais, nada que designer com diploma na mão já não devesse saber de cor e salteado. Porém, falou de forma espetacular e envolvente; o cara é muito bem articulado. Na segunda parte, Maag mostrou trabalhos de seu estúdio e a forma como encontrou soluções para cada um dos problemas.
Juntamente com Maag, Fábio Haag – como ele próprio disse, o único puto no Brasil que vive exclusivamente de desenhar letra – também palestrou, dando exemplos, falando de sua própria experiência na Dalton Maag, e auxiliando na comunicação entre brasileiros que não falavam inglês e o suíço.
Maag e Haag reacenderam em mim a chama da tipografia, que estava meio sufocada entre o dia-a-dia corrido e o desânimo com a profissão. Não tenho, de modo algum, a mais remota ilusão de que um dia vou poder viver de desenhar letras. Mas a vontadezinha de criar fontes e tentar ganhar um troquinho com elas, voltou.