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	<title>Megalopolis &#187; divagações</title>
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	<description>O Primeiro Blogazine Brasileiro do Universo</description>
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		<title>The girl is back in town</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 23:12:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O texto abaixo estava guardado nos drafts deste blog há muito. Não sei o que queria dizer com ele à época em que o escrevi, mas pelas poucas pistas que ele dá, deve ser de algum dia entre o fim &#8230; <a href="http://fabianelima.com/blog/the-girl-is-back-in-town/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:33px;" class="really_simple_share robots-nocontent snap_nopreview"><div class="really_simple_share_facebook_like" style="width:100px;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Ffabianelima.com%2Fblog%2Fthe-girl-is-back-in-town%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;send=false&amp;height=27" 
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		<div style="clear:both;"></div><p>O texto abaixo estava guardado nos <em>drafts</em> deste blog há muito. Não sei o que queria dizer com ele à época em que o escrevi, mas pelas poucas pistas que ele dá, deve ser de algum dia entre o fim de 2009 e o segundo semestre de 2010.</p>
<blockquote><p>Mulher quando quer revolucionar vai logo mexendo no cabelo, isso é um fato inegável até para mulheres que, como eu, não têm as frescuras que assolam o mulherio mediano. Mesmo que nenhuma revolução de fato aconteça, se ela tem vontade mudar algo em sua vida, o cabelo é a primeira meta. Terminou com o namorado e quer dar a volta por cima? Taca a tesoura no cabelo. Tá afim de trocar de emprego? Tinta nele! Cansou de ser boazinha e quer virar a nova <em>piriguetchi</em> do pedaço? Faz qualquer merda no cabelo.</p>
<p>Geralmente, a vontade de mudar de vida é o principal motivo para uma mudança radical na juba. Se a mulé mudou o cabelo, desconfie. Mesmo que em duas semanas ela volte a ser do mesmo jeitinho que era, nos próximos dias ela vai se sentir poderosa, mudada e acima da carne seca, então cuidado com ela.</p>
<p>Desde a minha adolescência fracassada até os dias atuais, nos quais sou uma &#8220;operadora de software gráfico&#8221; igualmente fracassada ― não me canso de olhar para minha carteira de trabalho e ver essas nobres palavras escritas ―, eu já mudei meu cabelo umas trocentas mil e quarenta e duas vezes. Mudanças de vida e atitude de fato, algumas poucas, porém definitivas. Ultimamente, continuo querendo mudar, mas picar indefinidamente um cabelo que nem passou do ombro ainda é sacanagem com o coitado. Quero que ele cresça bastante, que nem cabelo de fiel da Congregação Cristã, praí eu ter mais possibilidades de mudança e não acabar careca.</p></blockquote>
<hr />
<p>Se você é novo aqui, puxe uma cadeira e fique à vontade. Se você é leitor <em>dazantiga</em>, este blog não é mais um <a href="http://www.smashingmagazine.com/the-death-of-the-blog-post/">blogazine</a>. Blogazines têm muitos pros (e eu os adoro), mas os contras estavam pesando demais; minha saudade da blogagem moleque, da blogagem de várzea, estava falando mais alto.</p>
<hr />
<p><strong>P.S.:</strong> Só pra esclarecer, o texto acima foi escrito há muito tempo. Eu estava em outra vibe, lutando pra virar mulherzinha, pintando unha, comprando roupinha cor-de-rosa e sapato de salto, completamente desinformada a respeito de coisas como identidade de gênero, queer, orientação sexual, e etecéteras. Inutilmente, como quem me conhece pode atestar.</p>
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		<title>Amigos</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Jan 2011 20:48:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:33px;" class="really_simple_share robots-nocontent snap_nopreview"><div class="really_simple_share_facebook_like" style="width:100px;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Ffabianelima.com%2Fblog%2Famigos%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;send=false&amp;height=27" 
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		<div style="clear:both;"></div><p><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/tit_09012011.png"></p>
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		<title>Reality Show</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Dec 2010 16:26:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Durante um fim de semana extremamente quente e cansativo de faxina, eu e o namorado começamos a conversar sobre aqueles países em que, de tão ricos e igualitários, não existe o conceito de empregada doméstica, onde cada um tem que &#8230; <a href="http://fabianelima.com/blog/reality-show/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:33px;" class="really_simple_share robots-nocontent snap_nopreview"><div class="really_simple_share_facebook_like" style="width:100px;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Ffabianelima.com%2Fblog%2Freality-show%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;send=false&amp;height=27" 
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		<div style="clear:both;"></div><p>Durante um fim de semana extremamente quente e cansativo de faxina, eu e o <a href="http://blog.naftali.com.br/">namorado</a> começamos a conversar sobre aqueles países em que, de tão ricos e igualitários, não existe o conceito de empregada doméstica, onde cada um tem que lavar sua própria privada e faxineiros e médicos têm salários equiparados. E ele começou a imaginar um reality show onde ricaços do nível de Eike Batista e Narcisa Tamborindeguy teriam de fazer exatamente aquilo que fazemos sempre: matar um leão por dia.</p>
<p><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/il_21122010.png"></p>
<p>Dez participantes especialmente selecionados por suas características peculiares e incomuns &#8211; uma conta bancária (ou mais) recheada de dinheiro e muitos bens em seus nomes &#8211; confinados e monitorados 24 horas por dia em uma casa de classe média de pouco mais de setenta metros quadrados. Sem luxos ou confortos, apenas uma casa comum como a de qualquer brasileiro. Talvez um carro na garagem, mas apenas um, popular, sem ar condicionado, insulfilm ou direção hidráulica.</p>
<p>Além disso, os participantes do reality terão de limpar a própria casa, lavar roupa, fazer compras, desentupir encanamentos, etc, tudo isso sendo constantemente vigiados e com transmissão em tempo integral. A única coisa que poderão levar para a casa são três mudas de roupa para os primeiros dias, mas logo terão de apertar seu orçamento para realizar os gastos necessários. E para isso, terão de mudar de hábitos.</p>
<p>Durante dois meses e meio, os participantes terão de trabalhar em empregos comuns com salários cujos valores podem variar de setecentos a mil e quinhentos reais, mas nada além disso. Terão de batalhar pelos seus empregos para serem verdadeiramente merecedores do salário, e poderão sofrer penalidades caso não estejam agindo de acordo.</p>
<p>Devem organizar seu orçamento em conjunto, de modo a não se endividarem, e pagar suas contas em dia. E de tempos em tempos, a produção danificará propositadamente algum móvel ou eletrodoméstico, obrigando os moradores da casa a se apertarem economicamente para ajeitarem sua situação.</p>
<p>A cada semana, um participante será eliminado por voto popular. Conforme cada participante é eliminado, a situação dos restantes piora, uma vez que o orçamento doméstico não mais contará com o salário daquele integrante da &#8220;família&#8221;. Conflitos de alto teor dramático podem ser gerados a partir daí, levando o público a loucura, e revelando aspectos da personalidade dos participantes anteriormente desconhecidos, uma vez que o conforto e o dinheiro não permitiam que fossem revelados.</p>
<p>Se algum ricaço irá topar participar desse reality show, aí já é outra história. Pelo menos haverá a oportunidade de mostrar ao mundo se o dinheiro traz mesmo felicidade ou não. Se ninguém topar, a resposta já está dada.</p>
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		<title>Meninos e Meninas</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Nov 2010 18:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Minha mãe fez de tudo para eu virar mulherzinha. Como toda mãe normal, ela me comprou roupas rosas, me deu bonecas, brinquedos &#8220;de menina&#8221; e me encheu o cabelo de cachinhos e lacinhos. Minha irmã caçula, quase dois anos mais &#8230; <a href="http://fabianelima.com/blog/meninos-e-meninas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:33px;" class="really_simple_share robots-nocontent snap_nopreview"><div class="really_simple_share_facebook_like" style="width:100px;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Ffabianelima.com%2Fblog%2Fmeninos-e-meninas%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;send=false&amp;height=27" 
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		<div style="clear:both;"></div><p>Minha mãe fez de tudo para eu virar mulherzinha. Como toda mãe <i>normal</i>, ela me comprou roupas rosas, me deu bonecas, brinquedos &#8220;de menina&#8221; e me encheu o cabelo de cachinhos e lacinhos. Minha irmã caçula, quase dois anos mais nova, era tratada igual pela pouca diferença de idade: mesmas roupas, mesmos brinquedos, mesmos cachinhos no cabelo. Éramos gêmeas em termos práticos, e tudo isso era feito para evitar o conflito entre irmãs, de modo que uma nunca tivesse motivos para invejar a outra.</p>
<p>Funcionou: éramos parceiras, raramente brigávamos, repartíamos tudo e, caso houvesse alguma disparidade, era oferecida a nossa irmã mais velha, oito anos adiante de mim, ideal mágico de boa moça e filha exemplar a ser alcançado. Havia, porém, um problema.</p>
<p>Apesar de ser menina, eu era um moleque. Preferia brincar com os meninos, correr, subir em árvores, andar a cavalo, me sujar de barro, jogar bola, etc. Odiava coisas de menininha, me sentia ridícula, não me sentia eu. Minha gêmea, ao contrário, nunca fazia Educação Física para não suar nem cansar, por mais que eu a arrastasse pras &#8220;artes&#8221; que eu e meus primos aprontávamos, geralmente ia a contragosto, e continuou preferindo rosa e cachinhos no cabelo depois que a infância passou.</p>
<p>Eu sempre fui a filha estranha, e isso era um problema para os meus pais. Viviam me advertindo quanto ao meu modo de vestir, falar, agir. Ouvia com freqüência que eu deveria ser &#8220;mais feminina&#8221;, cruzar as pernas, usar saias, fazer movimentos graciosos.</p>
<p>Agora você, caro leitor, pergunta: &#8220;Caso clássico de transtorno de gênero? Meu deus, Fabi, você é transsexual?&#8221;</p>
<p>Não, e não. Apesar de ter tido experiências que pessoas com transtorno de gênero geralmente têm, não é o meu caso. Nunca me senti mal por ter o que tenho no meio das pernas &#8211; a não ser, claro, naqueles dias sombrios. Um pouco deslocada perto de tudo o que querem, esperam e exigem de um ser com sexo feminino, mas nunca, nunca me senti &#8220;no corpo errado&#8221;. </p>
<p>Eu sou uma menina, mas para ser menina <i>de verdade</i> é preciso ser tudo isso? E se eu não for terei de ir contra mim mesma para me ajustar? Ora, não é algo natural?</p>
<p>E eu cresci, simbolicamente castrada pela religião, culturalmente limitada pela binaridade de gêneros. Se só havia duas possibilidades, eu deveria me encaixar em uma delas e pronto. &#8220;Se quer ser uma mulher, ao menos se pareça com uma&#8221; &#8211; não é isso que vivem dizendo aos travestis? Não há meio termo, garota! Você nasceu menina, haja como uma!</p>
<p>Meu namorado uma vez me disse que uma das minhas melhores qualidades era não ser uma mulherzinha fresca que dá chilique por qualquer coisa, que é cheia de não-me-toques e acha que mulher tem direito de ser chata só por ser mulher. E que todo mundo tinha que ter uma namorada assim. Meu namorado é um cara inteligente que, inclusive, me ajudou a descobrir que eu também gosto de meninas. Eu perguntei: &#8220;Então por que todo mundo fica querendo que a gente seja de outro jeito, porque se não for não é mulher?&#8221;</p>
<p><b>O que uma mulher deve fazer para ser uma mulher?</b></p>
<p>Essa pergunta me corrói. Eu tentava (e ainda tento imbecilmente) me encaixar, mas é difícil. Não entendo porque mulheres devem ser assim ou assado. Por que eu não sou como todo mundo? Minha vida é muito difícil sendo quem eu sou! Se é algo tão natural, por que a gente tem que seguir essas regras?</p>
<p>A resposta é, na verdade, muito simples: não tem. Não há regras quando se fala de masculino e feminino, tudo o que se vê são meras construções culturais. A cultura nem sempre está certa (geralmente não está), ela pode ser transformada ou simplesmente ignorada. A genitália pode determinar muita coisa em sua vida. Como disse o Luis Fernando Verissimo em um contexto bem diferente e mais jocoso, você é o seu sexo. Mas nascer de um jeito ou de outro não exige que se sigam regras a partir da fôrma de onde você foi feito.</p>
<p>Exigem o tempo todo de nós, crianças que nada entendem da vida, jovens de caráter em formação, adultos cheios de responsabilidades e velhos com uma reputação a zelar, que sigamos um padrão. Ai do pai de família que resolve experimentar a cinta-liga da mulher, do garoto que é confundido constantemente com uma menina, da moça que toma hormônios esperando a barba crescer, da garota traquinas que sobe em árvore e joga futebol com os meninos, mas namora ambos. Credo, esses são os esquisitos! Os desajustados!</p>
<p>Não importa muito se eles são &#8220;contra o seu sexo natural&#8221; ou não. Pergunte ao <a href="http://ebompraquemgosta.wordpress.com/2009/07/18/o-que-eu-mais-gosto-no-buck-angel/">Buck Angel</a>, nascida moça que virou moço mas gosta de moços e tem uma vagina, se ele sofre menos preconceito por gostar de seu &#8220;sexo natural&#8221;? </p>
<p>O problema mesmo está em ser diferente. Ser diferente deixa o pessoal que vigia pela moral, tradição, família e bons costumes em polvorosa, porque para eles menina usa rosa e menino azul. Quem faz diferente é errado, herege, mandem para a fogueira já!</p>
<p>É por isso que sinto raiva toda vez que vejo um pseudo mente aberta dizer que tem direito sim de achar ruim essa gente esquisita demonstrado afeto em público. Me sinto como eles, os esquisitos. Eu <i>sou</i> um deles! Dá vontade me intrometer na conversa (e geralmente eu faço isso) e dizer: &#8220;Ah é? E te devemos satisfação desde quando, ô babaca?&#8221;</p>
<hr/>
<h5>Leitura Recomendada</h5>
<ul>
<li><a href="http://www.vday.org/meet-vday/v-men/kimmel">How a boy learns to be a man</a></li>
<li>- <a href="http://ebompraquemgosta.wordpress.com/2009/07/07/me-ve-um-ruffles-de-menino-ou-de-menina/">Me vê um Ruffles. De menino ou de menina?</a></li>
<li>- <a href="http://ebompraquemgosta.wordpress.com/2010/11/02/dan-savage-falando-sobre-como-a-homofobia-prejudica-os-homens-heteros/">Como a homofobia prejudica os héteros</a></li>
</ul>
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		<title>Karate Kid</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Sep 2010 17:13:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No cinema, se te enchem o saco e você não pode com eles, você vai lá, treina, se esforça, fica foda, dá um couro nos moleques e imediatamente ganha o respeito deles. Na vida, você vai embora e volta anos &#8230; <a href="http://fabianelima.com/blog/karate-kid/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:33px;" class="really_simple_share robots-nocontent snap_nopreview"><div class="really_simple_share_facebook_like" style="width:100px;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Ffabianelima.com%2Fblog%2Fkarate-kid%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;send=false&amp;height=27" 
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						data-text="Karate Kid" data-url="http://fabianelima.com/blog/karate-kid/" 
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		<div style="clear:both;"></div><p>No cinema, se te enchem o saco e você não pode com eles, você vai lá, treina, se esforça, fica foda, dá um couro nos moleques e imediatamente ganha o respeito deles.</p>
<p>Na vida, você vai embora e volta anos depois para sua terra natal, e descobre que aquela garota que você odiava ficou gorda, baranga e implora amor do namorado.</p>
<p>Em ambos os casos: WIN.</p>
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		<title>Sobre duas rodas</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 12:11:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de muito tempo morrendo de vontade e medo, dei um passo ousado e comprei uma bicicleta decente. Este texto conta como foram meus primeiros dias com ela depois de mais de seis anos sem mal tocar em bicicletas, e &#8230; <a href="http://fabianelima.com/blog/sobre-duas-rodas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:33px;" class="really_simple_share robots-nocontent snap_nopreview"><div class="really_simple_share_facebook_like" style="width:100px;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Ffabianelima.com%2Fblog%2Fsobre-duas-rodas%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;send=false&amp;height=27" 
						scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:px; height:27px;" allowTransparency="true"></iframe></div><div class="really_simple_share_twitter" style="width:100px;"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-count="horizontal" 
						data-text="Sobre duas rodas" data-url="http://fabianelima.com/blog/sobre-duas-rodas/" 
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		<div style="clear:both;"></div><p>Depois de muito tempo morrendo de vontade e medo, dei um passo ousado e comprei uma bicicleta decente. Este texto conta como foram meus primeiros dias com ela depois de mais de seis anos sem mal tocar em bicicletas, e sem nunca antes ter enfrentado o trânsito das ruas de bike.</p>
<p>Uma magrela em cima da outra. Essa frase resume em 28 caracteres o que seria eu, esta que vos escreve, andando de bicicleta. Apesar do medo de perder o equilíbrio, ser atropelada ou atropelar alguém, eu estava bem feliz na noite de 23 de julho, quando saí da agência montando minha Caloi T-Type.</p>
<p>Fazia um pouco de frio naquela noite, uma garoa quase imperceptível ameaçou embaçar meus óculos e o momento não podia ser menos apropriado para uma novata: a hora do rush.</p>
<p><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/reparg.png"><br />
Avenida República Argentina. Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/eduardocoutinho/2046041818/">Eduardo Coutinho</a></p>
<p>Apesar de alguns curitibanos se sentirem muito europeus todas as vezes que tiram seus casacos do guarda-roupas ao menor sinal de frio, Curitiba está bem longe de ser uma cidade exemplar quando se trata de urbanismo. Estamos muito a frente de boa parte dos municípios brasileiros e nosso sistema de ônibus é motivo de orgulho, mas ainda há muito o que fazer em relação aos pedestres &#8211; e veículos de duas rodas não-motorizados.</p>
<p>Enquanto em alguns países, cidades incentivam o transporte com bicicletas mesmo sob um clima cinzento e nada amistoso como o de Londres, Copenhague e Haia, nossa Europa tupiniquim se parece muito mais com a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=JbcH_qYkeTc">Bratislava</a> do filme Eurotrip. </p>
<p>Já andei muito à pé, sei que não é difícil só para os ciclistas. Pedestres também são vítimas do mal planejamento urbano, com cruzamentos toscos, falta de sinalização, de semáforos e transporte coletivo lotado. Um certo trecho da Avenida República Argentina, pelo qual passei à pé todos os dias nos últimos 4 meses e que agora faço de bike, daria um excelente estudo de caso para trabalhos acadêmicos de jovens universitários da Arquitetura.</p>
<p>Ainda estamos engatinhando quando se trata de bicicletas: apenas neste fim de década Curitiba começou a preparar a <a href="http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1026821">construção de ciclofaixas</a>, que só ficarão prontas em 2011, enquanto binários e binários são construídos, seguindo a tendência paulistana de tornar a cidade mais <em>car friendly</em> e, justamente por isso, menos humana.</p>
<p>Quem entende um tiquim de urbanismo sabe o quanto isso é ruim. Enfim, a esperança de que um dia a situação mude ainda existe &#8211; um tanto fraca, mas existe.</p>
<h5>Dia 1</h5>
<p>Comprei minha bike e, no mesmo dia, voltei da agência em que trabalho pedalando. Me caguei de medo nos 3,1 km que separam a agência de casa.</p>
<h5>Dia 2</h5>
<p>O medo já não era mais tão grande. Comecei a tomar gosto pela coisa e a me sentir realmente bem ao pedalar.</p>
<h5>Dia 3</h5>
<p>Na falta de ciclovias e ruas largas no caminho, experimento trafegar pela canaleta do expresso. Parece mais fácil que pela via normal.</p>
<h5>Dia 4</h5>
<p>Tenho a impressão que o número de ônibus aumentou significativamente e não me arrisco pelas canaletas. No Twitter, o ex-prefeito Beto Richa <a href="http://twitter.com/BetoRicha/status/19926040913">fala</a> das <a href="http://twitter.com/BetoRicha/status/19927103343">ciclofaixas</a>.</p>
<hr/>
<p>24,8 quilômetros percorridos<br />
576 Kcal queimadas<a href="http://www.roche.pt/emagrecer/actividadefisica/calc.cfm?peso=50&#038;tempo=20&#038;x=29&#038;y=14">*</a><br />
9,3 km/h de velocidade média</p>
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		<title>Odeie sua vida em 3 passos simples</title>
		<link>http://fabianelima.com/blog/odeie-sua-vida-em-3-passos-simples/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Jun 2010 01:23:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
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		<category><![CDATA[religião]]></category>
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		<description><![CDATA[Talvez a maior parte da população do planeta Terra odeie sua própria vida. Por causa disso, a minoria que acha que é uma beleza viver e que este é o melhor dos universos possíveis pode sentir-se excluída e, até mesmo &#8230; <a href="http://fabianelima.com/blog/odeie-sua-vida-em-3-passos-simples/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:33px;" class="really_simple_share robots-nocontent snap_nopreview"><div class="really_simple_share_facebook_like" style="width:100px;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Ffabianelima.com%2Fblog%2Fodeie-sua-vida-em-3-passos-simples%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;send=false&amp;height=27" 
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		<div style="clear:both;"></div><p>Talvez a maior parte da população do planeta Terra odeie sua própria vida. Por causa disso, a minoria que acha que é uma beleza viver e que este é o melhor dos universos possíveis pode sentir-se excluída e, até mesmo deslocada em relação aos demais.</p>
<p>Preocupado com o bem estar das minorias, este blog resolveu ajudar estes indivíduos a se tornarem mais infelizes, contrariando o próprio lema do blog. O guia abaixo apresenta três passos simples para tornar uma vida com grande potencial de ser plena e feliz numa verdadeira merda, através do exemplo real de quem já vivenciou diariamente esta situação.</p>
<h2>1. Tenha uma religião</h2>
<p><a href="http://ceticismo.net/2008/07/08/estudo-relaciona-descrenca-religiosa-a-qi-alto/">Está comprovado</a>, a melhor maneira de travar um indivíduo intelectual, social e moralmente é fazê-lo adotar um sistema religioso. A religião ajuda a explicar o inexplicável de maneira simples, atribuindo tudo à mola propulsora do Universo, o Deus Onipotente. É a este Deus que se deve pedir as coisas que não se tem, e clamar por salvação de algo que se desconhece.</p>
<p>Também é preciso andar na linha, já que ao menor deslize este Deus te transformará em ingrediente do sopão do Diabo e te privará da felicidade eterna nos palácios celestiais. Aliás, a principal fonte de infelicidade pela religião é justamente esta: se f*da bonito aqui na Terra para ser feliz no paraíso.</p>
<p>Um ingrediente eficaz para incrementar ainda mais a sensação de infelicidade é se dar conta, com um certo atraso de muitos anos, de que tudo isso é <a href="http://www.youtube.com/watch?v=JGwAEhkmsSU">besteira</a>: Você vai odiar ainda mais a sua vida ao constatar quanto tempo perdeu com esta bobagem.</p>
<h2>2. Seja medíocre em todas as suas áreas de atuação</h2>
<p>Por &#8220;áreas de atuação&#8221; entenda aqui <strong>todas</strong> as atividades possíveis em que um ser humano xexelento como você pode atuar. Público, particular, profissional, pessoal, afetivo, psicológico, etc. Em todos estes setores de sua vida você deve ter um desempenho de medíocre para baixo. Seja ruim em tudo o que for fazer, mas não se contente em ser ruim. Você tem que ser o <strong>pior possível</strong>.</p>
<p>Além disso, você também não pode levar este mérito, ou seja, você não pode ser o melhor no que faz de pior, porque isso seria contraditório. Culpe alguém. Culpe seus pais. Culpe seu chefe. Culpe a bolsa de valores e a economia internacional. Culpe seu vizinho. Culpe o presidente. Culpe Deus: nada seria mais coerente, já que ele é o responsável por tudo.</p>
<p>Culpe a si mesmo, claro, mas em menor grau. Culpe sua ingenuidade, pois afinal você não passa de uma vítima de toda essa conspiração arranjada pelo Universo com o único propósito de f*der com a sua vida.</p>
<h2>3. Não cometa suicídio</h2>
<p>Os dois primeiros passos parecem ser suficientes para tornar sua vida uma desgraça, mas para a desgraça ficar completa é preciso atingir o fundo do poço sem de fato tocar realmente o fundo do poço.</p>
<p>Por mais que sua vida lhe pareça desesperadoramente ruim, sem possibilidade de avanço para nenhuma direção, mantenha a esperança viva, e também a si mesmo. De que adianta lutar tanto pela infelicidade se se pode acabar com ela de modo tão simples como dando um tiro no côco, ou através de outros métodos menos doloridos e destrutivos?</p>
<p>Você deve curtir o ódio pela sua própria existência. Você tem que estar imerso nele, mas não submerso a ponto de se afogar. Se você morrer, vai acabar rápido demais com algo que deu tanto trabalho, exigiu tanto empenho e levou tanto tempo para ser feito.</p>
<p>Sua vida não vale nada, mas é justamente este o objetivo. Portanto a lógica mais plausível é viver tanto quanto for possível, prolongando cada vez mais a sua existência miserável.</p>
<hr/>
<p>Texto publicado originalmente em 16 de janeiro de 2009.</p>
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		<title>Ele vem saltando pelos montes</title>
		<link>http://fabianelima.com/blog/ele-vem-saltando-pelos-montes/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 21:33:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[divagações]]></category>
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		<description><![CDATA[Um dos livros bíblicos mais mal compreendidos de todos os tempos é, sem sombra de dúvida, o Cantares de Salomão, a.k.a. Cânticos dos Cânticos, livro poético do Antigo Testamento atribuído ao rei israelita Salomão. Apesar de sua linguagem explícita e &#8230; <a href="http://fabianelima.com/blog/ele-vem-saltando-pelos-montes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
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		<div style="clear:both;"></div><p>Um dos livros bíblicos mais mal compreendidos de todos os tempos é, sem sombra de dúvida, o Cantares de Salomão, a.k.a. Cânticos dos Cânticos, livro poético do Antigo Testamento atribuído ao rei israelita Salomão. Apesar de sua linguagem explícita e direta, há quem invente mil interpretações sobre seu conteúdo, deixando completamente de lado o bom senso e a <a href="http://www.projetoockham.org/div_ockham.html">Navalha de Occam</a>.</p>
<p>Para que você não tenha o trabalho de ir pegar uma bíblia, achar o referido livro e ler seus oito capítulos, vou resumi-lo em poucas palavras: Salomão e Sulamita, sua amada (supostamente uma entre as centenas de esposas que o rei de Israel teve) numa dirty talk. E é isso, nada além disso. Porém, ao longo dos séculos, muita polêmica já foi feita em torno dessas não tão sagradas palavras. A Igreja Católica cogitou a possibilidade de <a href="http://www.pucsp.br/revistanures/Revista13/jardilino.pdf">bani-lo</a> da coleção bíblica, e ainda hoje algumas denominações cristãs mais rigorosas dão pouca, ou nenhuma importância ao mesmo.</p>
<p>Uma grande porção de crentes e estudiosos da bíblia acreditam que, na verdade, o Cantares de Salomão seja uma alegoria, uma ilustração parabólica do amor do deus Yahweh pelo povo de Israel, do amor de Jesus pela igreja, ou ainda do amor de Deus pelos crentes. Entretanto, não se encontra em lugar algum do livro qualquer indicação ou sugestão que sustente esta teoria. São poemas de amor erótico e só.</p>
<p>Para que não restem dúvidas sobre o teor dos poemas do herdeiro do Rei Davi, transcrevo aqui alguns trechos:</p>
<blockquote><p>Quão formosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias!</p>
<p>A tua estatura é semelhante à palmeira; e os teus seios são semelhantes aos cachos de uvas.</p>
<p>Dizia eu: subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; e então os seus seios serão como os cachos na vide, e o cheiro da tua respiração como o das maçãs.</p>
<p>[Cantares de Salomão 7:6-8]</p></blockquote>
<p>A linguagem cheia de floreios prejudica a interpretação e mais confunde que esclarece? Eu traduzo: &#8220;Tu é mó gostosa, hein? Vô pegá nos seus peitinhos!&#8221;</p>
<p>Ainda assim, há quem ainda tenha alguma dúvida sincera. Isso porque, como se sabe, a religião cristã tem sérios problemas quando o assunto é sexo, e se esquiva dele como o Diabo foge da cruz &#8211; ops. O tabu ainda é muito grande, e em pleno século XXI cristãos ainda imploram aos seus fiéis que fiquem longe da pornografia e se casem virgens; compreensível, afinal estão apenas sendo coerentes com seus dogmas. Por mais que Salomão diga com todas as letras que quer pegar nos peitos da Sulamita, cristãos coram, suam frio, respiram fundo e dizem: não, calma, isso aqui é a Bíblia, deve ter um propósito para Deus ter posto um texto assim aqui, isso deve ser linguagem figurada.</p>
<p>Interessante notar que até mesmo o pilantra, digo, pastor Silas Malafaia tem <a href="http://www.lideranca.org/cgi-bin/index.cgi?action=forum&#038;board=teologia&#038;op=display&#038;num=1534">uma interpretação mais correta</a> do conteúdo erótico do livro do que boa parte dos cristãos*.</p>
<p>Estando errada ou não, esse tipo de interpretação de que a descrição do ato sexual entre um homem e uma mulher seria uma parábola a respeito da relação entre a Divindade e o Fiel faz pensar. Richard Dawkins, <a href="http://twitpic.com/11jl0w">na página 256</a> de seu ótimo &#8220;Deus, um delírio&#8221;, dá alguns exemplos de como o comportamento de um religioso se assemelha ao comportamento de uma pessoa acometida pela paixão sexual, incluindo aí toda a resposta fisiológica decorrente desse estado de excitação.</p>
<p>Tenho pra mim que toda a repressão sexual imposta pelo Cristianismo tem uma razão de ser, e essa razão não deve ser apenas uma coincidência de fatores, mas uma estratégia muito bem arquitetada. Fazer com que seus sacerdotes sejam castos, a meu ver, não foi apenas uma decisão econômica da Igreja Católica &#8211; uma vez que foi tomada devido aos excessos que seus clérigos cometiam, abusando de seus privilégios enquanto clérigos.</p>
<p>Restringir seus fiéis sexualmente a um número limitado de condições específicas para a prática, opções de gênero e até modalidades e posições foi uma jogada de mestre. Um dos mais fortes impulsos do ser humano, ligado à sobrevivência e perpetuação da espécie; uma característica que é tão marcante que de fato define vários aspectos da vida como a sexualidade é um poder muito grande para ser deixado assim, livre.</p>
<p>Usar esse potencial e transformar a massa em agentes úteis de seus propósitos é o objetivo de toda religião. Direcionar o alvo dessa paixão sexual para o intangível e transformar o sexo em algo impuro e mundano, incompatível com o Divino não me parece apenas um medinho, um puritanismo bobo. Foi algo orquestrado e muito bem calculado, perfeitamente de acordo com mentes megalomaníacas cujo objetivo é literalmente dominar o mundo.</p>
<hr />
<p>*Vale ressaltar que Malafaia é da Assembléia de Deus, uma igreja pentecostal menos rígida que boa parte das denominações cristãs não-católicas, descendente direta da Igreja Batista. Os batistas, por sua vez, formam uma denominação protestante surgida da união de dissidentes da Igreja Anglicana que simpatizavam com os ideais menonitas, estes últimos sendo originários dos anabatistas &#8211; uma ala mais radical da Reforma Protestante, iniciada por Martinho Lutero na Alemanha no século XVI.</p>
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		<title>10 coisas que aprendi com meu último emprego</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 23:45:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
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		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[vida profissional]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Na verdade, a última impressão é a que fica. Você pode ter sido muito competente antes, mas se não for depois, não é da época de ouro que vão se lembrar. 2. As pessoas dão MUITO valor a um &#8230; <a href="http://fabianelima.com/blog/10-coisas-que-aprendi-com-meu-ultimo-emprego/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:33px;" class="really_simple_share robots-nocontent snap_nopreview"><div class="really_simple_share_facebook_like" style="width:100px;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Ffabianelima.com%2Fblog%2F10-coisas-que-aprendi-com-meu-ultimo-emprego%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;send=false&amp;height=27" 
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		<div style="clear:both;"></div><p>1. Na verdade, a última impressão é a que fica. Você pode ter sido muito competente antes, mas se não for depois, não é da época de ouro que vão se lembrar.</p>
<p>2. As pessoas dão MUITO valor a um bom dia, por mais que você, anti-social, ache uma bobagem desnecessária.</p>
<p>3. Não importa muito o que você pensa a respeito de si próprio. O que conta mesmo é o que as pessoas acham e o que elas fazem a respeito disso.</p>
<p>4. Com exceção de alguns poucos, raros e nobres sentimentos, todo o resto tem seu preço. E custa caro.</p>
<p>5. Disciplina é um troço muito difícil de impor a si mesmo.</p>
<p>6. Se você passa muito tempo de sua vida tentando ser bom em algo, pode até não conseguir, mas saberá disso e não se enganará quanto à própria mediocridade.</p>
<p>7. Seu humor tem impacto direto no resultado de seu trabalho. E bom humor não necessariamente significa trabalho bem feito, e vice-versa.</p>
<p>8. A maioria das pessoas que estão no comando não participam do processo e só se focam em resultados, sem saber como o produto que vendem é feito e por que etapas ele passa.</p>
<p>9. Saiba reconhecer seus erros. Não fuja deles nem se faça de vítima.</p>
<p>10. As empresas em que todos sonham trabalhar são exceções, não a regra. Não se iluda.</p>
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		<title>Carta de Excomunhão</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 20:09:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Curitiba, 19 de dezembro de 2009. &#8220;A maioria das pessoas preferiria morrer a pensar; de fato, muitas o fazem.&#8221; - Bertrand Russell - Por meio desta carta gostaria de pedir o meu completo e absoluto afastamento das atividades da Igreja &#8230; <a href="http://fabianelima.com/blog/carta-de-excomunhao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="height:33px;" class="really_simple_share robots-nocontent snap_nopreview"><div class="really_simple_share_facebook_like" style="width:100px;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Ffabianelima.com%2Fblog%2Fcarta-de-excomunhao%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;send=false&amp;height=27" 
						scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:px; height:27px;" allowTransparency="true"></iframe></div><div class="really_simple_share_twitter" style="width:100px;"><a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-count="horizontal" 
						data-text="Carta de Excomunhão" data-url="http://fabianelima.com/blog/carta-de-excomunhao/" 
						data-via=""  ></a></div></div>
		<div style="clear:both;"></div><p><strong>Curitiba, 19 de dezembro de 2009.</strong></p>
<div align="right" style="font-family: Verdana; color: #535353; font-size: 11px;"><em>&#8220;A maioria das pessoas preferiria morrer a pensar; de fato, muitas o fazem.&#8221; <br />- Bertrand Russell -</em></div>
<p></p>
<p>Por meio desta carta gostaria de pedir o meu completo e absoluto afastamento das atividades da Igreja Batista no Bairro Novo Mundo. Peço também a exclusão de meu nome do rol de membros da mesma, e a minha excomunhão desta comunidade religiosa.</p>
<p>Os motivos que levaram-me a tomar esta decisão foram a completa descrença na doutrina e nos ensinamentos pregados por esta ou qualquer outra seita e/ou denominação cristã, e a compreensão de que conduzir minha vida nos preceitos da entidade sobrenatural outrora considerada senhor de minha vida prejudicava-me mais do que fazia-me bem. Uma vez que a fé não exige provas, e provas eram o que eu necessitava para crer na existência de um ser supremo, não fazia sentido permanecer na igreja somente para deixar felizes parentes, amigos e completos desconhecidos, em detrimento de minha própria felicidade.</p>
<p>Peço a compreensão dos antes irmãos em Cristo para com a minha decisão. Tenho a certeza de que, caso eu esteja errada e o Deus de sua crença seja mesmo real, Ele compreender-me-á e preferirá que eu tenha uma descrença honesta a uma falsa fé. Peço também que os irmãos examinem seus próprios corações e espíritos com a mente aberta e reflitam a respeito de suas crenças.</p>
<p>Além de sua compreensão, também gostaria que evitassem perder seu tempo (e o meu) tentando recuperar esta ovelha desgarrada, como alguns de vocês já tentaram. Caso desejem ter uma conversa franca a respeito, sem proselitismo de qualquer forma, estarei de braços abertos e à disposição para recebê-los.</p>
<div align="right" style="font-family: Verdana; color: #535353; font-size: 11px;">Fabiane Alves de Lima</div>
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