Dois ponto zero

Fazer um blogazine é um troço deveras complicado, não é para qualquer um. E quando digo que não é para qualquer um, não pretendo soar elitista, algo que somente alguns poucos seres iluminados sejam capazes de fazer. Quero dizer simplesmente que dá um trabalho danado, exige tempo e conhecimentos que nem todo mundo tem. Tanto é que, da lista de blogazines que coleciono em meu Delicious, a maioria é de gente que trabalha com design para web – e, olha só que legal, eu também faço parte dessa turma.

Nenhum desses contratempos, entretanto, me desanimaram com meu blogazine. Pelo contrário: toda essa exigência de que meu conteúdo seja honrado com uma bela apresentação me faz buscar, além da excelência no design, a excelência na escrita. A freqüência de posts, como se pode observar, caiu consideravelmente; o número de notinhas que logo seriam esquecidas também, o que considero um ótimo efeito colateral.

Depois de identificar os numerosos problemas encontrados na versão anterior do tema deste blog e de bater muito a cabeça para encontrar soluções para estes problemas, apresento aqui a versão 2.0. Repensado, reorganizado, redesenhado da melhor maneira que pude encontrar para um blog deste formato. Quando terminei o trabalho, não pude acreditar que tinha feito algo tão ruim quanto o tema antigo.

De todas as mudanças, há quatro delas que considero fundamentais para o ótimo resultado deste tema. São mudanças muito simples, mas que fazem toda a diferença, tanto para mim, que tenho que brigar com HTML e CSS no momento de diagramar conteúdo, quanto para o usuário que vai consumir este conteúdo. Vamos a elas:

Cores

As cores do tema antigo eu escolhi meio que por impulso. Brincando no seletor de cores do Photoshop, achei aquele rosa escuro e acabei me apaixonando por ele. Mais adiante, isso não se mostrou uma decisão sábia. Na verdade, foi até bem estúpida, a dificuldade em combinar as cores dos posts individuais com os detalhes rosa chegaram nos limites do tolerável.

Abandonei o rosa e o preto absoluto e em seu lugar adotei uma paleta de cinzas e brancos que, combinados com a tipografia, ficaram longe do boring. Acho que não poderia ter ficado melhor.

Colofão

Uma grande dificuldade que eu tinha no momento de diagramar um texto era o que fazer com as informações sobre o mesmo, como títulos, data, etc. Acabei abandonando tags e categorias na primeira versão, o que também restringia as possibilidades de navegação e organização do conteúdo. Desta vez, fui mais esperta e criei um colofão: assim, poderia manter as informações do texto e ter a área de posts mais livre e flexível.

Navegação

O tema anterior do blog não tinha algo simples e extremamente essencial: um sistema de navegação que permitisse ao leitor ir passando as “páginas” da revista. Em outras palavras, os botões de post anterior e próximo post. Problema resolvido nesta versão. Ainda dá pra melhorar, mas acho que está bom assim.

Widgets

Widgets são uma das coisas mais geniais que os criadores do WordPress já inventaram em toda a história da ferramenta. Trata-se de uma espécie de plugin que permite arranjar mais facilmente os elementos de um site/blog, sem ter que necessariamente meter a mão no código. Uma mão na roda tanto para leigos quanto para usuários experientes.

Preciso dizer que o tema anterior não tinha suporte a widgets e que este tem?

Concluindo

Deu um trabalho considerável fazer este tema, readaptar todas as CSS dos posts, fazer otimizações bastante profundas de modo a não tornar meu código um ninho de rato cheio de hacks e gambiarras – e, principalmente, lutar contra a preguiça. Aparentemente, deu certo. Pode ser que uma ou outra coisa pare de funcionar ou dê bug, mas essas coisas se ajeitam com o tempo.

E você, leitor, usuário e público-alvo deste blog, o que achou das novidades?

Agradecimentos especiais aos companheiros de Twitter @barbaaa e @EmanuelLima (não somos parentes) que me ajudaram a identificar e consertar alguns erros.

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