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	<title>Megalopolis</title>
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	<description>O Único Blogazine Brasileiro do Universo</description>
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		<title>Odeie sua vida em 3 passos simples</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Jun 2010 01:23:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[divagações]]></category>
		<category><![CDATA[mediocridade]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>
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		<description><![CDATA[Talvez a maior parte da população do planeta Terra odeie sua própria vida. Por causa disso, a minoria que acha que é uma beleza viver e que este é o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="intro">Talvez a maior parte da população do planeta Terra odeie sua própria vida. Por causa disso, a minoria que acha que é uma beleza viver e que este é o melhor dos universos possíveis pode sentir-se excluída e, até mesmo deslocada em relação aos demais.</p>
<p class="intro">Preocupado com o bem estar das minorias, este blog resolveu ajudar estes indivíduos a se tornarem mais infelizes, contrariando o próprio lema do blog. O guia abaixo apresenta três passos simples para tornar uma vida com grande potencial de ser plena e feliz numa verdadeira merda, através do exemplo real de quem já vivenciou diariamente esta situação.</p>
<div class="um">
<h5>1. Tenha uma religião</h5>
<p><a href="http://ceticismo.net/2008/07/08/estudo-relaciona-descrenca-religiosa-a-qi-alto/">Está comprovado</a>, a melhor maneira de travar um indivíduo intelectual, social e moralmente é fazê-lo adotar um sistema religioso. A religião ajuda a explicar o inexplicável de maneira simples, atribuindo tudo à mola propulsora do Universo, o Deus Onipotente. É a este Deus que se deve pedir as coisas que não se tem, e clamar por salvação de algo que se desconhece.</p>
<p>Também é preciso andar na linha, já que ao menor deslize este Deus te transformará em ingrediente do sopão do Diabo e te privará da felicidade eterna nos palácios celestiais. Aliás, a principal fonte de infelicidade pela religião é justamente esta: se f*da bonito aqui na Terra para ser feliz no paraíso.</p>
<p>Um ingrediente eficaz para incrementar ainda mais a sensação de infelicidade é se dar conta, com um certo atraso de muitos anos, de que tudo isso é <a href="http://www.youtube.com/watch?v=JGwAEhkmsSU">besteira</a>: Você vai odiar ainda mais a sua vida ao constatar quanto tempo perdeu com esta bobagem.</p>
</div>
<div class="dois">
<h5>2. Seja medíocre em todas as suas áreas de atuação</h5>
<p>Por &#8220;áreas de atuação&#8221; entenda aqui <strong>todas</strong> as atividades possíveis em que um ser humano xexelento como você pode atuar. Público, particular, profissional, pessoal, afetivo, psicológico, etc. Em todos estes setores de sua vida você deve ter um desempenho de medíocre para baixo. Seja ruim em tudo o que for fazer, mas não se contente em ser ruim. Você tem que ser o <strong>pior possível</strong>.</p>
<p>Além disso, você também não pode levar este mérito, ou seja, você não pode ser o melhor no que faz de pior, porque isso seria contraditório. Culpe alguém. Culpe seus pais. Culpe seu chefe. Culpe a bolsa de valores e a economia internacional. Culpe seu vizinho. Culpe o presidente. Culpe Deus: nada seria mais coerente, já que ele é o responsável por tudo.</p>
<p>Culpe a si mesmo, claro, mas em menor grau. Culpe sua ingenuidade, pois afinal você não passa de uma vítima de toda essa conspiração arranjada pelo Universo com o único propósito de f*der com a sua vida.</p>
</div>
<div class="tres">
<h5>3. Não cometa suicídio</h5>
<p>Os dois primeiros passos parecem ser suficientes para tornar sua vida uma desgraça, mas para a desgraça ficar completa é preciso atingir o fundo do poço sem de fato tocar realmente o fundo do poço.</p>
<p>Por mais que sua vida lhe pareça desesperadoramente ruim, sem possibilidade de avanço para nenhuma direção, mantenha a esperança viva, e também a si mesmo. De que adianta lutar tanto pela infelicidade se se pode acabar com ela de modo tão simples como dando um tiro no côco, ou através de outros métodos menos doloridos e destrutivos?</p>
<p>Você deve curtir o ódio pela sua própria existência. Você tem que estar imerso nele, mas não submerso a ponto de se afogar. Se você morrer, vai acabar rápido demais com algo que deu tanto trabalho, exigiu tanto empenho e levou tanto tempo para ser feito.</p>
<p>Sua vida não vale nada, mas é justamente este o objetivo. Portanto a lógica mais plausível é viver tanto quanto for possível, prolongando cada vez mais a sua existência miserável.</p>
</div>
<div class="footnotes">
<p class="center">Texto publicado originalmente em 16 de janeiro de 2009.</p>
</div>
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		<title>Dois ponto zero</title>
		<link>http://fabianelima.com/blog/dois-ponto-zero/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 14:07:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[designer meia boca]]></category>
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		<description><![CDATA[Fazer um blogazine é um troço deveras complicado, não é para qualquer um. E quando digo que não é para qualquer um, não pretendo soar elitista, algo que somente alguns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fazer um blogazine é um troço deveras complicado, não é para qualquer um. E quando digo que não é para qualquer um, não pretendo soar elitista, algo que somente alguns poucos seres iluminados sejam capazes de fazer. Quero dizer simplesmente que dá um trabalho danado, exige tempo e conhecimentos que nem todo mundo tem. Tanto é que, da lista de blogazines que coleciono em meu <a href="http://delicious.com/fabianelima/blogazine">Delicious</a>, a maioria é de gente que trabalha com design para web &#8211; e, olha só que legal, eu também faço parte dessa turma. </p>
<p>Nenhum desses contratempos, entretanto, me desanimaram com meu blogazine. Pelo contrário: toda essa exigência de que meu conteúdo seja honrado com uma bela apresentação me faz buscar, além da excelência no design, a excelência na escrita. A freqüência de posts, como se pode observar, caiu consideravelmente; o número de notinhas que logo seriam esquecidas também, o que considero um ótimo efeito colateral. </p>
<p>Depois de identificar os numerosos problemas encontrados na versão anterior do tema deste blog e de bater muito a cabeça para encontrar soluções para estes problemas, apresento aqui a versão 2.0. Repensado, reorganizado, redesenhado da melhor maneira que pude encontrar para um blog deste formato. Quando terminei o trabalho, não pude acreditar que tinha feito algo tão ruim quanto o tema antigo.</p>
<p>De todas as mudanças, há quatro delas que considero fundamentais para o ótimo resultado deste tema. São mudanças muito simples, mas que fazem toda a diferença, tanto para mim, que tenho que brigar com HTML e CSS no momento de diagramar conteúdo, quanto para o usuário que vai consumir este conteúdo. Vamos a elas:</p>
<h5>Cores</h5>
<p><span style="float: right; padding-left: 10px"><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/cores.png"></span>As cores do tema antigo eu escolhi meio que por impulso. Brincando no seletor de cores do Photoshop, achei aquele rosa escuro e acabei me apaixonando por ele. Mais adiante, isso não se mostrou uma decisão sábia. Na verdade, foi até bem estúpida, a dificuldade em combinar as cores dos posts individuais com os detalhes rosa chegaram nos limites do tolerável. </p>
<p>Abandonei o rosa e o preto absoluto e em seu lugar adotei uma paleta de cinzas e brancos que, combinados com a tipografia, ficaram longe do <em>boring</em>. Acho que não poderia ter ficado melhor.</p>
<h5>Colofão</h5>
<p><span style="float: right; padding-left: 10px"><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/colofao.png"></span>Uma grande dificuldade que eu tinha no momento de diagramar um texto era o que fazer com as informações sobre o mesmo, como títulos, data, etc. Acabei abandonando tags e categorias na primeira versão, o que também restringia as possibilidades de navegação e organização do conteúdo. Desta vez, fui mais esperta e criei um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Colophon_(publishing)">colofão</a>: assim, poderia manter as informações do texto e ter a área de posts mais livre e flexível.</p>
<h5>Navegação</h5>
<p><span style="float: right; padding-left: 10px"><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/navegacao.png"></span>O tema anterior do blog não tinha algo simples e extremamente essencial: um sistema de navegação que permitisse ao leitor ir passando as &#8220;páginas&#8221; da revista. Em outras palavras, os botões de post anterior e próximo post. Problema resolvido nesta versão. Ainda dá pra melhorar, mas acho que está bom assim.</p>
<h5>Widgets</h5>
<p><span style="float: right; padding-left: 10px"><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/widgets.png"></span>Widgets são uma das coisas mais geniais que os criadores do <a href="http://wordpress.com">WordPress</a> já inventaram em toda a história da ferramenta. Trata-se de uma espécie de plugin que permite arranjar mais facilmente os elementos de um site/blog, sem ter que necessariamente meter a mão no código. Uma mão na roda tanto para leigos quanto para usuários experientes. </p>
<p>Preciso dizer que o tema anterior não tinha suporte a widgets e que este tem?</p>
<h5>Concluindo</h5>
<p>Deu um trabalho considerável fazer este tema, readaptar todas as CSS dos posts, fazer otimizações bastante profundas de modo a não tornar meu código um ninho de rato cheio de hacks e gambiarras &#8211; e, principalmente, lutar contra a preguiça. Aparentemente, deu certo. Pode ser que uma ou outra coisa pare de funcionar ou dê bug, mas essas coisas se ajeitam com o tempo. </p>
<p>E você, leitor, usuário e público-alvo deste blog, o que achou das novidades?</p>
<p><em>Agradecimentos especiais aos companheiros de Twitter <a href="http://twitter.com/barbaaa">@barbaaa</a> e <a href="http://twitter.com/emanuellima">@EmanuelLima</a> (não somos parentes) que me ajudaram a identificar e consertar alguns erros.</em></p>
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		<title>Faroeste Italiano</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 23:47:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[mundo estranho]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
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		<title>Uma leitura crítica…</title>
		<link>http://fabianelima.com/blog/uma-leitura-critica/</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 01:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[mundo estranho]]></category>
		<category><![CDATA[método científico]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Chico Rasia Parece que tudo começou com um post da Fabiane Lima em seu blog, sobre ceticismo e reencarnação. O artigo comentava uma entrevista de Ian Stevenson, se não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="ilust"><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/titulo04.png"></a></div>
<div style="padding-bottom: 280px;"></div>
<p><strong>Por Chico Rasia</strong></p>
<p>Parece que tudo começou com um post da Fabiane Lima em seu blog, sobre ceticismo e reencarnação. O artigo comentava uma entrevista de Ian Stevenson, se não me engano publicada originalmente em 1972, e deflagrou uma campanha de controvérsia e ataques pessoais à autora (<em>trollagem</em>). Não conheço a Fabiane pessoalmente, sou um dos mais de dois mil seguidores dela no twitter, mas decidi oferecer minhas considerações ao debate.</p>
<p>A discussão se polarizou como uma disputa sobre o caráter científico da reencarnação. Muitos defensores citaram Ian Stevenson como um autor significativo, cujo trabalho se destaca pela aplicação do método científico à investigação de casos de reencarnação, e que as dificuldades da autora em aceitar a teoria da reencarnação eram sintoma de sua “mente fechada”.</p>
<p>Bem, com uma atitude de mente aberta e dentro dos cânones da ciência contemporânea, me propus a analisar um artigo de Ian Stevenson. O artigo é intitulado <em>The phenomenon of claimed memories of previous lives: possible interpretations and importance</em> e foi publicado na revista Medical Hypotheses. Ele pode ser localizado através do <em>site</em> <a href="http://www.sciencedirect.com">www.sciencedirect.com</a>, e não está disponível para download – mas ele pode ser baixado gratuitamente nas bibliotecas e laboratórios universitários com acesso ao portal de periódicos da Capes. Como artigo publicado em periódico, assinado, ele atende a quase todos os requisitos para ser considerado um trabalho científico, exceto um, como será discutido.</p>
<p>Não estou aqui para defender nenhuma posição religiosa; procurei deixar minha orientação religiosa de lado e analisar o artigo como aquilo que ele é – um artigo científico – com o mesmo rigor e cuidado que eu analisaria um trabalho da minha área. Todos os trechos citados do original o serão em inglês, para evitar que o sentido seja alterado durante a tradução. Tendo em mente essas breves considerações, vamos à análise.</p>
<p><img class="imgtit" src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/sub04-01.png"></p>
<p>Como coisa humana, o mundo científico espelha alguns aspectos de nossa sociedade. As publicações científicas disputam continuamente a atenção dos pesquisadores – boas publicações, com fator de impacto alto, atraem bons artigos científicos, escritos por pesquisadores renomados. Os pesquisadores guardam seus melhores trabalhos para publicação nos melhores periódicos. No Brasil, o sistema Qualis da Capes (<a href="http://qualis.capes.gov.br">qualis.capes.gov.br</a>) ranqueia as publicações nacionais e internacionais, e o Science Direct usa uma medida chamada <em>Impact Factor</em>. A revista <em>Nature</em>, sonho de todo pesquisador, tem fator de impacto 31.434; a <em>Medical Hypotheses</em> tem fator de impacto 1.416 – ou seja, os trabalhos ali publicados não são referenciados com muita frequência.</p>
<p>Dois parágrafos atrás eu escrevi que o artigo atende a <em>quase</em> todos os requisitos para que o trabalho seja considerado científico. O que quero dizer com isso? Bem, o artigo certamente está formatado corretamente: tem um título, está assinado, tem um resumo (<em>abstract</em>), foi redigido no tom correto – com certa impessoalidade –, traz um conjunto de referências bibliográficas; está dividido em introdução, desenvolvimento e discussão, nos moldes de todo artigo científico. Porém, um detalhe na descrição da revista chamou a minha atenção. Do site da editora:</p>
<blockquote><p>Medical Hypotheses takes a deliberately different approach to review: the editor sees his role as a &#8216;chooser&#8217;, not a &#8216;changer&#8217;, choosing to publish what are judged to be the best papers from those submitted. The Editor sometimes uses external referees to inform his opinion on a paper, but their role is as an information source and the Editor&#8217;s choice is final. The papers chosen may contain radical ideas, but may be judged acceptable so long as they are coherent and clearly expressed. The authors&#8217; responsibility for the integrity, precision and accuracy of their work is paramount. (<a href="http://www.elsevier.com/wps/find/journaldescription.cws_home/623059/description#description">link</a>)</p></blockquote>
<p>Em outras palavras: a revista onde o artigo foi publicado não submete os trabalhos à revisão pelos pares (<em>peer review</em>); esse processo, não muito diferente do que eu estou fazendo agora, é integral à idéia de ciência contemporânea, e tem dois objetivos primordiais: assegurar a qualidade e a clareza do que está sendo publicado (os revisores, via de regra, mandam comentários para auxiliar o autor na elaboração do artigo), e assegurar que o trabalho tem consistência, checando as teorias do autor contra as posições consensuais da área, o que Thomas Kuhn chamaria de ciência normal. Na minha opinião, ter sido submetido ao crivo da revisão é importante para que um artigo seja considerado científico.</p>
<p><img class="imgtit" src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/sub04-02.png"></p>
<p>Me chamou a atenção, em primeiro lugar, a quantidade de referências que o autor elencou: 66, no total. Dessas, 16 (um quarto do total) são trabalhos do próprio autor; citar excessivamente trabalhos próprios não é, em geral, considerado uma boa prática, e muitas publicações orientam os autores a não fazer isso, até mesmo como garantia de anonimato durante a revisão pelos pares.</p>
<p>O autor parte então dos casos relatados na literatura – muitos deles compilados pelo próprio autor, como se pode verificar nas referências bibliográficas – para defender sua teoria: que as memórias de vidas passadas explicariam fenômenos não explicáveis pela genética ou psicologia. O artigo é curto, com apenas oito páginas. Não se esperaria que o autor descrevesse minuciosamente cada caso relatado, mas se fossem apresentados fragmentos das citadas entrevistas com familiares certamente seria possível interpretação independente. De fato, o autor apresenta toda sua evidência de segunda mão, e dá a entender que nem mesmo o autor teve acesso em primeira mão a todos os relatos originais:</p>
<blockquote><p>The principal method of investigation is interviews, often repeated, with firsthand informants for both the child’s side of the case and that of the concerned deceased person, if one has been identified. We emphasize independent verification of the child’s statements. Written documents, such as postmortem reports, are always sought, examined, and copied when feasible (STEVENSON 2000, p. 652).</p></blockquote>
<p>Dessa maneira, é dificultada a interpretação independente dos fatos relatados; obriga-se o leitor a confiar no relato de Stevenson, e no artigo ele não faz menção à confiabilidade dos relatos. Através do Google, é possível localizar e visualizar fragmentos das publicações originais, como os seguintes:</p>
<blockquote><p>[Sobre o caso Gladys Deacon, que alegava ser a reencarnação de uma menina chamada Margaret Kempthorne] Later, in the 1970s, I attempted to trace records of Margaret Kempthorne, but, as will be seen, I did not succeed. Gladys Deacon’s mother died when she was 18 years old. The woman with whom Gladys Deacon was travelling in 1928 (who would have been a potential witness of the verification of her statements) died some years before I began my inquiries for the case. The case therefore rest entirely on the statements of Gladys Deacon (STEVENSON 2003, p. 52)
</p></blockquote>
<blockquote><p>[Sobre o caso Katherine Walls] I include this case with some hesitation. This does not arise from the failure to verify the subject’s statements, because I have published other unverified cases and this book includes several others. Nor does it arise because regrettably I have not met the subjet (&#8230;) They mainly derive, however, from the acknowledged skill of the subject in conceiving ‘stories’ that she knew were fantasies and in the telling of which her father encouraged her (STEVENSON 2003, p. 59).</p></blockquote>
<p>São apenas dois casos escolhidos a esmo, mas demonstram falta de cuidado na verificação dos dados e displicência quanto à publicação de informações não verificadas, e contradizem a afirmação do autor na página 652. No caso Gladys, todas as testemunhas e pessoas com quem ela teve contato, inclusive os comerciantes que a contaram a história de Margaret, já haviam falecido à época da entrevista com Stevenson. Pode-se supor que outros relatos de que o autor se apropriou sofram das mesmas inconsistências; mas vou dar o benefício da dúvida e tomar por verificadas as histórias que o autor usa para ilustrar sua hipótese.</p>
<p><img class="imgtit" src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/sub04-03.png"></p>
<p>O abstract resume muito bem a teoria que Stevenson apresenta no artigo. A ver:</p>
<blockquote><p>Several disorders or abnormalities observed in medicine and psychology are not explicable (or not fully explicable) by genetics and environmental influences, either alone or together. These include phobias and philias observed in early infancy, unusual play in childhood, homosexuality, gender identity disorder, a child’s idea of having parents other than its own, differences in temperament manifested soon after birth, unusual birthmarks and their correspondence with wounds on a deceased person, unusual birth defects, and differences (physical and behavioral) between monozygotic twins. The hypothesis of previous lives can contribute to the further understanding of these phenomena (STEVENSON 2000, p. 652)</p></blockquote>
<p>O autor oferece então explicações para cada um desses assuntos através da hipótese das vidas passadas. Stevenson afirma que 36% dos sujeitos que se lembravam de vidas passadas apresentavam algum tipo de fobia na infância, e que as fobias estariam relacionada à maneira da morte na vida passada:</p>
<blockquote><p>The phobias nearly always accorded with the mode of death in the claimed previous life. For example, a child who claimed to remember a life that ended in drowning would have a phobia of being immersed in water; one who said it remembered a life with death from a gunshot wound would have a phobia of guns (STEVENSON 2000, p. 653).</p></blockquote>
<p>Ou não se poderia analisar isso no sentido contrário, e entender que as fantasias ou sonhos das crianças são a expressão de suas fobias? <em>Post hoc ergo propter hoc</em> é uma argumentação traiçoeira. Reduzida ao absurdo, essa explicação nos levaria a dizer que uma criança com medo do escuro seria a reencarnação de outrem que morreu de escuridão? Adiante, um trecho sobre malformações congênitas:</p>
<blockquote><p>Most of the birth defects do not correspond to any recognized ‘pattern of human malformation’; instead, they correspond to sword cuts, shotgun wounds, or other modes of death (STEVENSON 2000, p. 656).</p></blockquote>
<p>O autor não expõe imagens dessas malformações, certamente por restrição de espaço. Mas as analogias baseadas em semelhança visual são, também, traiçoeiras. Nós estamos acostumados a reconhecer padrões na natureza, nossos cérebros evoluíram para isso. Se nos predispomos a enxergar padrões, essas associações ficam ainda mais frequentes. Ainda sobre os defeitos congênitos:</p>
<blockquote><p>For example, one child, born with unilateral brachydactyly of the right hand, said that he remembered the life of a child in another village who had cut off the fingers of his right hand when he accidentally put them between the blades of a fodder-chopping machine (STEVENSON 2000, p. 656).</p></blockquote>
<p>Sobre esse caso específico, o autor não diz se essa “criança da outra vila que decepou o próprios dedos na máquina” existiu ou não. É um exemplo gráfico, certamente chama a atenção, mas não há, no artigo, informações que suportem a alegação do autor.</p>
<p>Eu poderia continuar desfilando as explicações para o comportamento, rejeição dos pais, marcas de nascença, mas acho desnecessário. Todos os relatos que o autor apresenta são baseados em evidência anedótica e, como visto, não há maior cuidado na coleta de dados e na elaboração das entrevistas, e as relações causais que Stevenson oferece são pouco mais que acidentais.</p>
<p><img class="imgtit" src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/sub04-04.png"></p>
<p>O artigo de Stevenson é muito bem escrito, e eu recomendo a leitura. O autor expõe seus pontos de vista de maneira clara, tentando demonstrar as relações de causa-e-efeito como mandam os preceitos da ciência contemporânea, o que é louvável; e o texto não é assolado pela confusão e o obscurantismo que tantas vezes afetam os textos “esotéricos”. O assunto é controverso, certamente empolgante, e não é supresa nenhuma que as teorias de reencarnação encontrem resistência na comunidade científica.</p>
<p>Entretanto, o corpo de evidência que o autor apresenta é muito fraco (a displicência na coleta dos dados e a impossibilidade de verificação independente são preocupantes), as relações que ele procura demonstrar são muito tácitas, podendo, sem exceção, ser explicadas pela psicanálise, pela embriologia, pela cultura, pelo imaginário, ou serem meras coincidências.</p>
<p>É claro que existem revoluções científicas de vez em quando, e é claro que, geralmente, novas teorias têm muito trabalho para serem aceitas. Não é suficiente dizer que a ciência oficial é fechada e não aceita as teorias novas; para que as teorias de Stevenson possam “entrar no clube” do pensamento científico, elas precisam passar pelo processo de discussão, angariando defensores e seguidores até que se torne a nova ciência normal, como muito bem nos ensina Kuhn (2007). Mas, ao mesmo tempo em que são necessárias evidências que suportem a nova teoria, ela deve também explicar os fatos que a teoria anterior (oficial, normal, <em>mainstream</em>&#8230;) não consegue. Ao meu entender, os problemas apresentados por Stevenson sequer são problemas de pesquisa.</p>
<p><img class="imgtit" src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/sub04-05.png"></p>
<p>STEVENSON, I. The phenomenon of claimed memories of previous lives: possible interpretations and importance. <em>Medical Hypotheses</em>, n. 54, p. 652-659.</p>
<p>STEVENSON, I. <em>European cases of the reincarnation type</em>. EUA: McFarland, 2003.</p>
<p>KUHN, T. S. <em>A Estrutura das Revoluções Científicas</em>. 9. Ed. São Paulo:  Perspectiva, 2007.</p>
<hr />
<p><strong>Chico Rasia</strong> (<a href="http://twitter.com/chicorasia">@chicorasia</a>), é Arquiteto Urbanista, graduado em 2003 pela Universidade Federal do Paraná – UFPR, e mestrando em Tecnologia pelo Programa de Pós-Graduação em Tecnologia da UTFPR.</p>
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		<title>Encarnação e Ceticismo</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 00:49:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em uma discussão pelo Twitter com dois ou três defensores do espiritismo &#8211; o que me supreendeu, não imaginava que tantas pessoas alfabetizadas dessem bola pra esse tipo de bobagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/titulopost03.png"><br />
<img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/ilustrapost03.png"></div>
<p>Em uma discussão pelo Twitter com dois ou três defensores do espiritismo &#8211; o que me supreendeu, não imaginava que tantas pessoas alfabetizadas dessem bola pra esse tipo de bobagem &#8211; um dos meus oponentes, afirmando incautamente que o fenômeno da encarnação de espíritos já havia sido pesquisado de maneira séria por um graduado cientista, disse-me para procurar saber a respeito de um senhor de nome Ian Stevenson.</p>
<p>Minhas previsões a respeito do que iria encontrar nesta pesquisa se mostraram corretas. E os resultados da busca, risíveis.</p>
<p>Entre os vários dos resultados que surgiram no Google, boa parte deles tratava de deixar bem claro que algumas personalidades notoriamente bem vistas e famosas no mundo da ciência consideravam respeitável a pesquisa do psiquiatra canadense, entre eles Arthur C. Clarke e Sam Harris. O nome mais citado entre os que teriam dado aval a estas pesquisas é, sem sombra de dúvida, Carl Sagan. Será?</p>
<p>Levantei a sobrancelha, duvidando da afirmação. Teria mesmo Carl Sagan, um homem que durante toda sua vida se esforçou para divulgar o pensamento cético, dado trela a algo tão dúbio quanto as reencarnações espíritas? Ao pesquisar por &#8220;<a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&#038;q=ian+stevenson+carl+sagan&#038;btnG=Pesquisar&#038;meta=&#038;aq=f&#038;aqi=&#038;aql=&#038;oq=&#038;gs_rfai=">Ian Stevenson Carl Sagan</a>&#8220;, descubro a resposta para o enigma: a verdade é que a opinião de Sagan a respeito de estudos na área da percepção extra-sensorial pertence ao livro &#8220;O mundo assombrado pelos demônios&#8221; (um ótimo manual cético de detecção de mentiras), foi tirada de contexto e, ao contrário de endossá-la, levanta muitas dúvidas sobre a validade dos mesmos. Reproduzo o trecho do livro abaixo:</p>
<blockquote><p>No momento em que escrevo, acho que três alegações no campo da percepção extra-sensorial (ESP) merecem estudo sério: (1) que os seres humanos conseguem (mal) influir nos geradores de números aleatórios em computadores usando apenas o pensamento; (2) que as pessoas sob privação sensorial branda conseguem receber pensamentos ou imagens que foram nelas “projetados”; e (3) que as crianças pequenas às vezes relatam detalhes de uma vida anterior que se revelam precisos ao serem verificados, e que não poderiam ser conhecidos exceto pela reencarnação. Não apresento essas afirmações por achar provável que sejam válidas (não acho), mas como exemplos de afirmações que poderiam ser verdade. Elas têm, pelo menos, um fundamento experimental, embora ainda dúbio. Claro, eu posso estar errado.</p>
<p>SAGAN, Carl. O mundo assombrado pelos demônios. Tradução de Rosaura Eichemberg. Companhia das Letras: São Paulo, 2006. P. 343.</p></blockquote>
<p>Não acredito que tais hipotéticos estudos a que se referem Sagan (e no livro ele não cita nenhum pesquisador em especial; talvez em algum outro documento ele tenha dado nomes aos bois) tenham realmente chegado às suas mãos para uma correta apreciação. Caso isso tenha acontecido, é muito provável que ele tenha deixado em seu escaninho para ler mais tarde e tenha se perdido em meio à papelada de seu escritório, entre tantos outros estudos mais sérios e úteis à humanidade. Se Sagan de fato leu algum estudo sério na área, não tenho pudores ao afirmar com toda certeza do mundo que este estudo não era de Ian Stevenson.</p>
<p>Apesar de achar uma grande baboseira tudo o que encontrei a respeito dos estudos do psiquiatra, um dos textos me chamou mais a atenção: <a href="http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/espiritismo/artigo503.html">esta entrevista</a> que ele teria concedido em 1972 ao Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas. Recomendo a leitura, é um material de qualidade duvidosa porém de muito valor humorístico, que poderia facilmente ser utilizado como exemplo de como <strong>não</strong> se deve conduzir uma pesquisa. Para resumir, elencarei aqui alguns dos principais equívocos encontrados. Provavelmente esquecerei algum, por isso peço aos leitores deste blog que apontem o que acharem necessário.</p>
<ol>
<li>O doutor afirma que recordações de vidas passadas costumam aparecer em crianças a partir dos dois anos de idade e somem a partir dos seis. O doutor também esquece que, geralmente, esta é a idade em que as crianças não têm muita noção da realidade, inventam amigos imaginários e, claro, mentem. <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL62558-5603,00.html">Algum estudos</a> sugerem que as crianças começam a mentir por volta dos seis meses (!) de idade. É muita ingenuidade pensar que crianças são seres cândidos incapazes disso.</li>
<li>Stevenson alega a existência de casos em que o nascimento de alguém foi anunciado antes de ocorrer a gravidez. Ele cita que esses eventos teriam acontecido entre índios no Alaska, na Tailândia e no Brasil. Predizer um nascimento em alguma região afastada, numa comunidade supersticiosa, que possivelmente não faz uso de métodos contraceptivos é fácil, não?</li>
<li>Conforme os estudos conduzidos, se uma criança demonstra habilidades acima da média, ou facilidade de aprendizagem, não é porque ela tem talento, é superdotada, e muito menos fruto de seu esforço &#8211; é sinal de que ela encarnou algum espírito que foi muito inteligente em outra vida e não passa de um títere. Mesmo que ela não se recorde de vidas passadas, a presença da habilidade é considerada uma evidência disso.</li>
<li>O psiquiatra cita um caso de um casal birmanês que teve filhos com traços europeus. Segundo ele, o nome que se dá a este fenômeno é <em>reencarnação genética</em>. Eu prefiro chamar de <em>chifre</em>, mesmo.</li>
<li>Quando perguntado sobre o que considera ser uma prova científica de reencarnação, Ian Stevenson afirma que um relato de um menino é um exemplo disso. Mesmo diante da possibilidade de mentira deslavada e sem vergonha e do chamado <a href="http://bulevoador.haaan.com/2010/02/25/relato-anedotico-versus-relato-estatistico/">relato anedótico</a>. Após isso, ele é perguntado sobre o que a &#8220;ciência oficial&#8221; (preste atenção ao termo utilizado) considera como prova, e ele admite que a ciência de verdade não tem interesse no assunto, afinal cientistas de verdade devem ter coisas muito mais importantes para fazer do que ouvir historinhas inventadas por meninos do interior.</li>
</ol>
<p>Volto a afirmar: se Carl Sagan tivesse mesmo lido algum artigo produzido pelo citado estudioso, teria utilizado o papel em que o mesmo foi impresso para&#8230; bem, fins menos nobres. Alguém duvida?</p>
<p><em>Este texto também foi publicado com permissão no blog <a href="http://ceticismo.net/2010/03/29/encarnacao-e-ceticismo/">Ceticismo.net</a></em>.</p>
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		<title>Por cima da carne seca</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 01:28:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
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		<category><![CDATA[mundo estranho]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Nunca entendi direito o significado do termo ofensa, ou sua variante insulto. No que constitui um insulto? O que exatamente se tem que fazer para que se possa ofender uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="ilustra" align="center"><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/carneseca.png"></div>
<div id="texto" style="padding-top: 210px">
<p>Nunca entendi direito o significado do termo <em>ofensa</em>, ou sua variante <em>insulto</em>. No que constitui um insulto? O que exatamente se tem que fazer para que se possa ofender uma pessoa? Por que um punhado de palavras às vezes tem o poder tão grande de mudar completamente o estado de espírito de alguém?</p>
<p>De acordo com o dicionário do <a href="http://dicionario.babylon.com/ofensa/">Babylon</a>, <em>insulto</em> ou <em>ofensa</em>:</p>
<blockquote><p>&#8230;é uma forma de violência verbal, em que geralmente o agressor se utiliza de palavras &#8211; verdadeiras ou não, com exageros ou não &#8211; que visam humilhar de alguma forma ou atingir um ponto-fraco da vítima. O insulto pode ser seguido de violência física ou pode vir carregado de palavras de baixo calão.</p></blockquote>
<p>Eu entendo que palavras, principalmente quando ditas por pessoas com as quais a gente se importa, podem ferir mais que um soco na cara, uma rasteira, uma voadora. Mas e quando quem as profere é alguém que mal se conhece, geralmente atrás de um teclado &#8211; que é onde muito covarde por aí arranja coragem -, um Zé Ruela? Eu me pergunto porque é que tanta gente se sente mal por causa disso, sobe nas tamancas e joga os cachorros em cima do Zé.</p>
<p>Muitas vezes eu mesmo saí do sério (e hoje ainda isso acontece algumas vezes) com anônimos (ou não) por causa de bobagens assim, até que me dei conta da nula diferença que esses seres faziam na minha vida. Que autoridade têm essas pessoas pra julgar se sou mesmo tão ruim, burra, feia, ou qualquer outra coisa que pensem sobre mim? Se eu chamasse essas pessoas para uma conversa cara a cara elas teriam a mesma audácia e repetiriam letra por letra tudo o que dizem batendo a cabeça no teclado? Por que aceito tão facilmente essas críticas vazias, meus padrões estão tão baixos assim?</p>
<p>Tem mais: essas pessoas acham sinceramente que despejar meia dúzia de palavras em cima de mim fará com que imediatamente eu largue tudo o que tenho para fazer e me tranque no banheiro em lágrimas? Palavras são só palavras, e pouquíssimas delas têm realmente algum poder sobre a vida de alguém. Uma ordem de prisão tem poder, um xingamento mal escrito por um anônimo, não.</p>
<p>Uma dica à você que está lendo este texto nesse momento e não vai muito com a cara de alguém: quer realmente fazer alguma diferença e mostrar o quanto você não se importa com a pessoa em questão? Vai lá, fala na cara dela e, se possível, tome alguma atitude que vá além de encher timelines de xingamentos. Seqüestra seu objeto de ódio, mata a família dele, bota fogo na casa dele&#8230; Enfim, faça <strong>qualquer coisa</strong> que tenha algum efeito prático na vida de seu nêmesis. Assim ele saberá que você de fato o odeia e sentirá os efeitos desse ódio.</div>
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		<title>(Mais) Um novo começo</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 02:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[manutenção]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[blogazine]]></category>
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		<description><![CDATA[Já faz algum tempo, em um surto de auto-crítica, eu deletei toda a base de dados do meu blog. Não foi algo puramente blogueiro ou virtual: cadernos da época da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já faz algum tempo, em um surto de auto-crítica, eu deletei toda a base de dados do meu blog. Não foi algo puramente blogueiro ou virtual: cadernos da época da escola foram pro lixo, livros foram doados, de modo que a minha bagagem que ocupava um grande armário de lata se reduziu a uma pequena estante de livros dividida com o namorado, e uma pilha de pastas e caixas debaixo da cama.</p>
<p>Algum tempo mais tarde, me dei conta da péssima qualidade de meu trabalho como designer. Eu sempre soube que não era lá grande coisa na profissão que escolhi mas não podia me deixar abater. Era preciso fazer algo. Era preciso evitar clichés, ilustrações fofinhas mas nada originais, degradés manjados, e toda sorte de lugares-comuns da comunicação visual e das artes gráficas. Ainda não sei como pôr isso em prática, mas estou tentando. Se ainda não obtenho resultados 100% satisfatórios, eles ainda são melhores do que costumavam ser.</p>
<blockquote><p class="block">Joguei muita coisa fora. Eu queria viajar mais leve.</p>
</blockquote>
<p>Há alguns meses, conheci o site de <a href="http://dustincurtis.com/">Dustin Curtis</a>. Ele é um designer que tem mais ou menos a minha idade e faz coisas maravilhosas nos artigos que escreve. Ele faz exatamente o que Bringhurst diz em seu livro <em>Elementos do Estilo Tipográfico</em>: honra o conteúdo de seus textos com uma bela formatação, uma escolha tipográfica sábia, e belas imagens complementares. Isso é design!</p>
<p>Eu fiquei encantada com o modo como cada texto tinha sua própria cara, seu próprio projeto gráfico; algo que vai além do modo como se conhecem blogs hoje em dia, que extrapola os limites da blogagem de um template só. Era disso que eu precisava pro meu blog, pros meus textos, e até mesmo para ampliar meus conhecimentos e criatividade.</p>
<p>O site de Dustin &#8211; e de mais uma série de pessoas, como por exemplo <a href="http://jasonsantamaria.com/">Jason Santa Maria</a> e <a href="http://jackcheng.com/">Jack Cheng</a>, mas tendo Dustin como principal referência e fonte de inspiração -, me fez buscar uma solução tecnológica para meu problema conceitual. Essa <a href="http://www.joedolson.com/articles/wp-post-styling/">solução</a> eu encontrei há alguns dias, logo após começar em um novo emprego que diariamente põe à prova meus conhecimentos em CSS/HTML.</p>
<p>Eu resolvi pôr a mão na massa. Bem vindo ao meu <em>blogazine</em>.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o conceito de blogazine:</strong> <a href="http://www.smashingmagazine.com/the-death-of-the-blog-post/">The Death of the Boring Blog Post?</a></p>
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		<title>Ele vem saltando pelos montes</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 21:33:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[divagações]]></category>
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		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[deus]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos livros bíblicos mais mal compreendidos de todos os tempos é, sem sombra de dúvida, o Cantares de Salomão, a.k.a. Cânticos dos Cânticos, livro poético do Antigo Testamento atribuído [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos livros bíblicos mais mal compreendidos de todos os tempos é, sem sombra de dúvida, o Cantares de Salomão, a.k.a. Cânticos dos Cânticos, livro poético do Antigo Testamento atribuído ao rei israelita Salomão. Apesar de sua linguagem explícita e direta, há quem invente mil interpretações sobre seu conteúdo, deixando completamente de lado o bom senso e a <a href="http://www.projetoockham.org/div_ockham.html">Navalha de Occam</a>.</p>
<p>Para que você não tenha o trabalho de ir pegar uma bíblia, achar o referido livro e ler seus oito capítulos, vou resumi-lo em poucas palavras: Salomão e Sulamita, sua amada (supostamente uma entre as centenas de esposas que o rei de Israel teve) numa dirty talk. E é isso, nada além disso. Porém, ao longo dos séculos, muita polêmica já foi feita em torno dessas não tão sagradas palavras. A Igreja Católica cogitou a possibilidade de <a href="http://www.pucsp.br/revistanures/Revista13/jardilino.pdf">bani-lo</a> da coleção bíblica, e ainda hoje algumas denominações cristãs mais rigorosas dão pouca, ou nenhuma importância ao mesmo.</p>
<p>Uma grande porção de crentes e estudiosos da bíblia acreditam que, na verdade, o Cantares de Salomão seja uma alegoria, uma ilustração parabólica do amor do deus Yahweh pelo povo de Israel, do amor de Jesus pela igreja, ou ainda do amor de Deus pelos crentes. Entretanto, não se encontra em lugar algum do livro qualquer indicação ou sugestão que sustente esta teoria. São poemas de amor erótico e só.</p>
<p>Para que não restem dúvidas sobre o teor dos poemas do herdeiro do Rei Davi, transcrevo aqui alguns trechos:</p>
<blockquote><p>Quão formosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias!</p>
<p>A tua estatura é semelhante à palmeira; e os teus seios são semelhantes aos cachos de uvas.</p>
<p>Dizia eu: subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; e então os seus seios serão como os cachos na vide, e o cheiro da tua respiração como o das maçãs.</p>
<p>[Cantares de Salomão 7:6-8]</p></blockquote>
<p>A linguagem cheia de floreios prejudica a interpretação e mais confunde que esclarece? Eu traduzo: &#8220;Tu é mó gostosa, hein? Vô pegá nos seus peitinhos!&#8221;</p>
<p>Ainda assim, há quem ainda tenha alguma dúvida sincera. Isso porque, como se sabe, a religião cristã tem sérios problemas quando o assunto é sexo, e se esquiva dele como o Diabo foge da cruz &#8211; ops. O tabu ainda é muito grande, e em pleno século XXI cristãos ainda imploram aos seus fiéis que fiquem longe da pornografia e se casem virgens; compreensível, afinal estão apenas sendo coerentes com seus dogmas. Por mais que Salomão diga com todas as letras que quer pegar nos peitos da Sulamita, cristãos coram, suam frio, respiram fundo e dizem: não, calma, isso aqui é a Bíblia, deve ter um propósito para Deus ter posto um texto assim aqui, isso deve ser linguagem figurada.</p>
<p>Interessante notar que até mesmo o pilantra, digo, pastor Silas Malafaia tem <a href="http://www.lideranca.org/cgi-bin/index.cgi?action=forum&#038;board=teologia&#038;op=display&#038;num=1534">uma interpretação mais correta</a> do conteúdo erótico do livro do que boa parte dos cristãos*.</p>
<p>Estando errada ou não, esse tipo de interpretação de que a descrição do ato sexual entre um homem e uma mulher seria uma parábola a respeito da relação entre a Divindade e o Fiel faz pensar. Richard Dawkins, <a href="http://twitpic.com/11jl0w">na página 256</a> de seu ótimo &#8220;Deus, um delírio&#8221;, dá alguns exemplos de como o comportamento de um religioso se assemelha ao comportamento de uma pessoa acometida pela paixão sexual, incluindo aí toda a resposta fisiológica decorrente desse estado de excitação.</p>
<p>Tenho pra mim que toda a repressão sexual imposta pelo Cristianismo tem uma razão de ser, e essa razão não deve ser apenas uma coincidência de fatores, mas uma estratégia muito bem arquitetada. Fazer com que seus sacerdotes sejam castos, a meu ver, não foi apenas uma decisão econômica da Igreja Católica &#8211; uma vez que foi tomada devido aos excessos que seus clérigos cometiam, abusando de seus privilégios enquanto clérigos.</p>
<p>Restringir seus fiéis sexualmente a um número limitado de condições específicas para a prática, opções de gênero e até modalidades e posições foi uma jogada de mestre. Um dos mais fortes impulsos do ser humano, ligado à sobrevivência e perpetuação da espécie; uma característica que é tão marcante que de fato define vários aspectos da vida como a sexualidade é um poder muito grande para ser deixado assim, livre.</p>
<p>Usar esse potencial e transformar a massa em agentes úteis de seus propósitos é o objetivo de toda religião. Direcionar o alvo dessa paixão sexual para o intangível e transformar o sexo em algo impuro e mundano, incompatível com o Divino não me parece apenas um medinho, um puritanismo bobo. Foi algo orquestrado e muito bem calculado, perfeitamente de acordo com mentes megalomaníacas cujo objetivo é literalmente dominar o mundo.</p>
<div style="font-size: 8pt; font-family: Verdana; color: #535353">*Vale ressaltar que Malafaia é da Assembléia de Deus, uma igreja pentecostal menos rígida que boa parte das denominações cristãs não-católicas, descendente direta da Igreja Batista. Os batistas, por sua vez, formam uma denominação protestante surgida da união de dissidentes da Igreja Anglicana que simpatizavam com os ideais menonitas, estes últimos sendo originários dos anabatistas &#8211; uma ala mais radical da Reforma Protestante, iniciada por Martinho Lutero na Alemanha no século XVI.</div>
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		<title>Suicida Sans</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 19:19:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[designer meia boca]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[tipografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto eu fazia propaganda da Hello Joana* no Twitter, a @Rekviem me sugeriu um projeto tipográfico. No início eu achei que fosse brincadeira, até que ela falou que gostaria realmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto eu fazia propaganda da <a href="http://fabianelima.com/blog/hello-joana/">Hello Joana</a>* no Twitter, a @<a href="http://twitter.com/rekviem">Rekviem</a> me sugeriu um projeto tipográfico. No início eu achei que fosse brincadeira, até que ela falou que gostaria realmente de uma fonte baseada num conceito assim, digamos, mais&#8230; pessimista. Que enfocasse o pessimismo auto-destrutivo, mas de maneira sutil, apesar do nome entregar de bandeja o conceito-chave.</p>
<p>Resolvi encarar o desafio e, alguns dias depois de a Hello Joana vir à público, comecei os primeiros rabiscos da Suicida Sans, mais exatamente no dia 3 de fevereiro, como se pode ver <a href="http://twitpic.com/118mly">aqui</a>. Me empolguei e, no dia seguinte, já tinha todo o <a href="http://twitpic.com/11ds03">alfabeto minúsculo</a> pronto &#8211; ou seja, toda a base estrutural da fonte já estava pronta, bastava apenas desenhar toda a centena restante de caracteres&#8230;</p>
<p>Ao longo dos dias, fui trocando idéias com a @Rekviem sobre os desenhos dos caracteres e ela foi me ajudando a identificar erros ópticos, até que todos os carateres do set já estavam desenhados, importados no FontLab e prontos para serem kernados. Neste momento, a @Rekviem me perguntou quanto tempo levaria para terminar o trabalho e eu, lembrando das últimas vezes que tive que kernar uma fonte, disse &#8220;3 semanas&#8221;. Dois dias depois, eu já estava enviando a fonte pra ela.</p>
<p>O resultado você confere aí em baixo. Ou, também pode baixar o PDF specimen da fonte <a href="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/specimen.pdf">aqui</a>.</p>
<p><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/suicidasans.png"></p>
<p>Um trabalho que eu sinceramente adorei fazer. Permitiu-me aprender mais de tipografia tanto no sentido técnico (uso do FontLab e do Illustrator) quanto no sentido de composição visual/tipográfica (desenho dos glifos, contraste, arranjo formal, etc). E, claro, também adorei o resultado final: ficou foda, desculpe a minha falta de modéstia.</p>
<p>Gostou? Pois é, a fonte é exclusiva da @Rekviem e ela não quer dividir com ninguém. Egoísta, né? Fala com ela, quem sabe ela não te empresta?</p>
<div style="font-size: 8pt;">*Hello Joana, em breve nos pesos Light e Bold.</div>
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		<title>“Você não entendeu, eu estava sendo irônica!”</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 19:07:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[interwebz]]></category>
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		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Quatro horas da madrugada de 05 de fevereiro e lá estava eu twittando. Me vesti, fui tomar água na cozinha, molhei a cozinha inteira e, quando voltei, twittei o seguinte: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quatro horas da madrugada de 05 de fevereiro e lá estava eu twittando. Me vesti, fui tomar água na cozinha, molhei a cozinha inteira e, quando voltei, twittei o seguinte:</p>
<div align="center"><img src="http://lh6.ggpht.com/_bA7abacnJlM/S2xd45JOOcI/AAAAAAAAAhg/vjYyzuu_rdo/01.png"></div>
<p></p>
<p>Uma gracinha boba de uma garota insone. Nem cinco minutos se passaram, apareceu gente pra corrigir, porque afinal líquidos se medem em litros e não em quilos, sua besta! Quem liga se 1 litro de água equivale a 1 quilograma, né mesmo, minha gente?</p>
<p>Fiquei puta, afinal era um tweet para ser apenas ignorado, principalmente em se tratando do horário, mas que provocou uma ligeira discussão na madrugada. Tenho pra mim que quem corrige coisas como essa é o mesmo tipo de chato que implica com <em>typos</em> bestas e corrige o já clássico &#8220;corrão&#8221; &#8211; enfim, gente que subestima a inteligência alheia, como se o erro proposital já não fosse óbvio o suficiente.</p>
<p>No meio da briga, enquanto eu discorria sobre a chatice de pessoas que corrigem essas besteiras e que se acham tão inteligentes por causa disso, meu oponente solta essa: &#8220;Eu estava sendo irônico&#8221;.</p>
<p>Novamente, para que a ênfase necessária seja empregada de forma efetiva na frase: <em>Eu estava sendo irônico</em>. EU. ESTAVA. SENDO. IRÔNICO.</p>
<p>Ele estava sendo irônico, gente! Né? Pronto, meu argumento era inválido, afinal de contas eu fui burra demais para não perceber que ele estava sendo irônico! Como assim? Estava tão na cara! Se você estava sendo irônico, parabéns, já provou a superioridade de sua inteligência em relação à minha. Se ele tivesse dito que estava sendo sarcástico, daria no mesmo, porque afinal é <em>tudamemamerda</em>. Eu sou mesmo uma idiota, malzaê.</p>
<p>A pessoa desmontou seu argumento? É só responder que estava sendo irônico/sarcástico. Ela é que não entendeu seu ponto, não compreendeu a genialidade de seu humor, não viu o quanto a sua idéia é superior à dela? Ser irônico/sarcástico equivale a dizer &#8220;ai como vosse eh burro naum meresse fala comingo nem intendi q eu falo&#8221;. In your face, bitch!</p>
<p>O fato é que a maioria das pessoas que usa essa expressão para tentar inverter sua situação em meio a uma discussão online geralmente nem sabe do que se trata, muito menos diferencia entre ironia e sarcasmo. Se você também não sabe, mas por sincera ignorância, vá lá na Wikipedia rapidinho sanar sua dúvida, eu espero.</p>
<p>Pra finalizar, toda a novelinha aí do texto foi só pra facilitar a sua vida nos <em>flamebaits</em> em que participa, nobre colega freqüentador das interwebs. Sim, porque eu que sou designer e sei mexer nas complicadas ferramentas de edição de imagem preparei para você uma seleção de figurinhas para colar nas suas discussões online e imediatamente vencê-las. Clique nos thumbnails para ampliar as imagens:</p>
<div align="center"><a href="http://lh4.ggpht.com/_bA7abacnJlM/S2xqO_lIkTI/AAAAAAAAAho/lP0KdNG-vOY/iron-05.png"><img src="http://lh3.ggpht.com/_bA7abacnJlM/S2xqj6nroQI/AAAAAAAAAh8/2lKGGq1b0lc/01.gif"></a><a href="http://lh5.ggpht.com/_bA7abacnJlM/S2xqPF9I7FI/AAAAAAAAAhs/aMxdc3u7G1A/iron-04.png"><img src="http://lh6.ggpht.com/_bA7abacnJlM/S2xqkBQNQmI/AAAAAAAAAiA/7Jise3QLLY4/02.gif"></a><a href="http://lh5.ggpht.com/_bA7abacnJlM/S2xqPIsoCMI/AAAAAAAAAhw/8a_0bVr8alg/iron-03.png"><img src="http://lh6.ggpht.com/_bA7abacnJlM/S2xqkDLx3LI/AAAAAAAAAiE/1bvKHIFcOhg/03.gif"></a><br/><a href="http://lh3.ggpht.com/_bA7abacnJlM/S2xqPQF55JI/AAAAAAAAAh0/OO7jc2iwIIs/iron-02.png"><img src="http://lh3.ggpht.com/_bA7abacnJlM/S2xqkNg2OrI/AAAAAAAAAiI/VnfeM1RkWrA/04.gif"></a><a href="http://lh4.ggpht.com/_bA7abacnJlM/S2xqPlIRRpI/AAAAAAAAAh4/riN3IbjlhdI/iron-01.png"><img src="http://lh5.ggpht.com/_bA7abacnJlM/S2xqklQ-SeI/AAAAAAAAAiM/7im6TXtAeD8/05.gif"></a><a href="http://lh6.ggpht.com/_bA7abacnJlM/S2xr8hGP55I/AAAAAAAAAiU/6jByzw6_xxg/iron-06.png"><img src="http://lh6.ggpht.com/_bA7abacnJlM/S2xr8-U-y6I/AAAAAAAAAiY/2SsgOUBUAtM/06.gif"></a></div>
<p></p>
<p>Sugestões de mais image macros salvadoras de discussões na internet? Use o formulário dos comentários aí embaixo.</p>
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