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	<title>Megalopolis &#187; design</title>
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	<description>O Primeiro Blogazine Brasileiro do Universo</description>
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		<title>Dois ponto zero</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 14:07:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[designer meia boca]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Fazer um blogazine é um troço deveras complicado, não é para qualquer um. E quando digo que não é para qualquer um, não pretendo soar elitista, algo que somente alguns poucos seres iluminados sejam capazes de fazer. Quero dizer simplesmente que dá um trabalho danado, exige tempo e conhecimentos que nem todo mundo tem. Tanto é que, da lista de blogazines que coleciono em meu <a href="http://delicious.com/fabianelima/blogazine">Delicious</a>, a maioria é de gente que trabalha com design para web &#8211; e, olha só que legal, eu também faço parte dessa turma. </p>
<p>Nenhum desses contratempos, entretanto, me desanimaram com meu blogazine. Pelo contrário: toda essa exigência de que meu conteúdo seja honrado com uma bela apresentação me faz buscar, além da excelência no design, a excelência na escrita. A freqüência de posts, como se pode observar, caiu consideravelmente; o número de notinhas que logo seriam esquecidas também, o que considero um ótimo efeito colateral. </p>
<p>Depois de identificar os numerosos problemas encontrados na versão anterior do tema deste blog e de bater muito a cabeça para encontrar soluções para estes problemas, apresento aqui a versão 2.0. Repensado, reorganizado, redesenhado da melhor maneira que pude encontrar para um blog deste formato. Quando terminei o trabalho, não pude acreditar que tinha feito algo tão ruim quanto o tema antigo.</p>
<p>De todas as mudanças, há quatro delas que considero fundamentais para o ótimo resultado deste tema. São mudanças muito simples, mas que fazem toda a diferença, tanto para mim, que tenho que brigar com HTML e CSS no momento de diagramar conteúdo, quanto para o usuário que vai consumir este conteúdo. Vamos a elas:</p>
<h5>Cores</h5>
<p><span style="float: right; padding-left: 10px"><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/cores.png"></span>As cores do tema antigo eu escolhi meio que por impulso. Brincando no seletor de cores do Photoshop, achei aquele rosa escuro e acabei me apaixonando por ele. Mais adiante, isso não se mostrou uma decisão sábia. Na verdade, foi até bem estúpida, a dificuldade em combinar as cores dos posts individuais com os detalhes rosa chegaram nos limites do tolerável. </p>
<p>Abandonei o rosa e o preto absoluto e em seu lugar adotei uma paleta de cinzas e brancos que, combinados com a tipografia, ficaram longe do <em>boring</em>. Acho que não poderia ter ficado melhor.</p>
<h5>Colofão</h5>
<p><span style="float: right; padding-left: 10px"><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/colofao.png"></span>Uma grande dificuldade que eu tinha no momento de diagramar um texto era o que fazer com as informações sobre o mesmo, como títulos, data, etc. Acabei abandonando tags e categorias na primeira versão, o que também restringia as possibilidades de navegação e organização do conteúdo. Desta vez, fui mais esperta e criei um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Colophon_(publishing)">colofão</a>: assim, poderia manter as informações do texto e ter a área de posts mais livre e flexível.</p>
<h5>Navegação</h5>
<p><span style="float: right; padding-left: 10px"><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/navegacao.png"></span>O tema anterior do blog não tinha algo simples e extremamente essencial: um sistema de navegação que permitisse ao leitor ir passando as &#8220;páginas&#8221; da revista. Em outras palavras, os botões de post anterior e próximo post. Problema resolvido nesta versão. Ainda dá pra melhorar, mas acho que está bom assim.</p>
<h5>Widgets</h5>
<p><span style="float: right; padding-left: 10px"><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/widgets.png"></span>Widgets são uma das coisas mais geniais que os criadores do <a href="http://wordpress.com">WordPress</a> já inventaram em toda a história da ferramenta. Trata-se de uma espécie de plugin que permite arranjar mais facilmente os elementos de um site/blog, sem ter que necessariamente meter a mão no código. Uma mão na roda tanto para leigos quanto para usuários experientes. </p>
<p>Preciso dizer que o tema anterior não tinha suporte a widgets e que este tem?</p>
<h5>Concluindo</h5>
<p>Deu um trabalho considerável fazer este tema, readaptar todas as CSS dos posts, fazer otimizações bastante profundas de modo a não tornar meu código um ninho de rato cheio de hacks e gambiarras &#8211; e, principalmente, lutar contra a preguiça. Aparentemente, deu certo. Pode ser que uma ou outra coisa pare de funcionar ou dê bug, mas essas coisas se ajeitam com o tempo. </p>
<p>E você, leitor, usuário e público-alvo deste blog, o que achou das novidades?</p>
<p><em>Agradecimentos especiais aos companheiros de Twitter <a href="http://twitter.com/barbaaa">@barbaaa</a> e <a href="http://twitter.com/emanuellima">@EmanuelLima</a> (não somos parentes) que me ajudaram a identificar e consertar alguns erros.</em></p>
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		<title>(Mais) Um novo começo</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 02:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[manutenção]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[blogazine]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>

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		<description><![CDATA[Já faz algum tempo, em um surto de auto-crítica, eu deletei toda a base de dados do meu blog. Não foi algo puramente blogueiro ou virtual: cadernos da época da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já faz algum tempo, em um surto de auto-crítica, eu deletei toda a base de dados do meu blog. Não foi algo puramente blogueiro ou virtual: cadernos da época da escola foram pro lixo, livros foram doados, de modo que a minha bagagem que ocupava um grande armário de lata se reduziu a uma pequena estante de livros dividida com o namorado, e uma pilha de pastas e caixas debaixo da cama.</p>
<p>Algum tempo mais tarde, me dei conta da péssima qualidade de meu trabalho como designer. Eu sempre soube que não era lá grande coisa na profissão que escolhi mas não podia me deixar abater. Era preciso fazer algo. Era preciso evitar clichés, ilustrações fofinhas mas nada originais, degradés manjados, e toda sorte de lugares-comuns da comunicação visual e das artes gráficas. Ainda não sei como pôr isso em prática, mas estou tentando. Se ainda não obtenho resultados 100% satisfatórios, eles ainda são melhores do que costumavam ser.</p>
<blockquote><p class="block">Joguei muita coisa fora. Eu queria viajar mais leve.</p>
</blockquote>
<p>Há alguns meses, conheci o site de <a class="link" href="http://dustincurtis.com/">Dustin Curtis</a>. Ele é um designer que tem mais ou menos a minha idade e faz coisas maravilhosas nos artigos que escreve. Ele faz exatamente o que Bringhurst diz em seu livro <em>Elementos do Estilo Tipográfico</em>: honra o conteúdo de seus textos com uma bela formatação, uma escolha tipográfica sábia, e belas imagens complementares. Isso é design!</p>
<p>Eu fiquei encantada com o modo como cada texto tinha sua própria cara, seu próprio projeto gráfico; algo que vai além do modo como se conhecem blogs hoje em dia, que extrapola os limites da blogagem de um template só. Era disso que eu precisava pro meu blog, pros meus textos, e até mesmo para ampliar meus conhecimentos e criatividade.</p>
<p>O site de Dustin &#8211; e de mais uma série de pessoas, como por exemplo <a class="link" href="http://jasonsantamaria.com/">Jason Santa Maria</a> e <a class="link" href="http://jackcheng.com/">Jack Cheng</a>, mas tendo Dustin como principal referência e fonte de inspiração -, me fez buscar uma solução tecnológica para meu problema conceitual. Essa <a class="link" href="http://www.joedolson.com/articles/wp-post-styling/">solução</a> eu encontrei há alguns dias, logo após começar em um novo emprego que diariamente põe à prova meus conhecimentos em CSS/HTML.</p>
<p>Eu resolvi pôr a mão na massa. Bem vindo ao meu <em>blogazine</em>.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o conceito de blogazine:</strong> <a class="link" href="http://www.smashingmagazine.com/the-death-of-the-blog-post/">The Death of the Boring Blog Post?</a></p>
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		<title>Suicida Sans</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 19:19:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[designer meia boca]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[tipografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto eu fazia propaganda da Hello Joana* no Twitter, a @Rekviem me sugeriu um projeto tipográfico. No início eu achei que fosse brincadeira, até que ela falou que gostaria realmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto eu fazia propaganda da <a href="http://fabianelima.com/blog/hello-joana/">Hello Joana</a>* no Twitter, a @<a href="http://twitter.com/rekviem">Rekviem</a> me sugeriu um projeto tipográfico. No início eu achei que fosse brincadeira, até que ela falou que gostaria realmente de uma fonte baseada num conceito assim, digamos, mais&#8230; pessimista. Que enfocasse o pessimismo auto-destrutivo, mas de maneira sutil, apesar do nome entregar de bandeja o conceito-chave.</p>
<p>Resolvi encarar o desafio e, alguns dias depois de a Hello Joana vir à público, comecei os primeiros rabiscos da Suicida Sans, mais exatamente no dia 3 de fevereiro, como se pode ver <a href="http://twitpic.com/118mly">aqui</a>. Me empolguei e, no dia seguinte, já tinha todo o <a href="http://twitpic.com/11ds03">alfabeto minúsculo</a> pronto &#8211; ou seja, toda a base estrutural da fonte já estava pronta, bastava apenas desenhar toda a centena restante de caracteres&#8230;</p>
<p>Ao longo dos dias, fui trocando idéias com a @Rekviem sobre os desenhos dos caracteres e ela foi me ajudando a identificar erros ópticos, até que todos os carateres do set já estavam desenhados, importados no FontLab e prontos para serem kernados. Neste momento, a @Rekviem me perguntou quanto tempo levaria para terminar o trabalho e eu, lembrando das últimas vezes que tive que kernar uma fonte, disse &#8220;3 semanas&#8221;. Dois dias depois, eu já estava enviando a fonte pra ela.</p>
<p>O resultado você confere aí em baixo. Ou, também pode baixar o PDF specimen da fonte <a href="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/specimen.pdf">aqui</a>.</p>
<p><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/suicidasans.png"></p>
<p>Um trabalho que eu sinceramente adorei fazer. Permitiu-me aprender mais de tipografia tanto no sentido técnico (uso do FontLab e do Illustrator) quanto no sentido de composição visual/tipográfica (desenho dos glifos, contraste, arranjo formal, etc). E, claro, também adorei o resultado final: ficou foda, desculpe a minha falta de modéstia.</p>
<p>Gostou? Pois é, a fonte é exclusiva da @Rekviem e ela não quer dividir com ninguém. Egoísta, né? Fala com ela, quem sabe ela não te empresta?</p>
<div style="font-size: 8pt;">*Hello Joana, em breve nos pesos Light e Bold.</div>
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		<title>Hello Joana</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 17:24:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[designer meia boca]]></category>
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		<category><![CDATA[tipografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta bela fonte que você vê na imagem aí de cima é a Hello Joana. Acabou de sair do forno e não faz parte do conjunto de fontes sem compromisso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://fabianelima.com/blog/wp-content/uploads/poster.png"></div>
<p></p>
<p>Esta bela fonte que você vê na imagem aí de cima é a Hello Joana. Acabou de sair do forno e <strong>não</strong> faz parte do conjunto de fontes sem compromisso que eu carinhosamente chamo de <a href="http://www.dafont.com/fabiane-lima.d1784">Bastardinhas</a>.</p>
<p>Gostou? Ainda não a submeti a nenhum site de comercialização de fontes, mas se você quer adquiri-la logo, pode tratar diretamente comigo por email (fabianelim at gmail.com) ou pagar via Pay Pal, clicando no botão abaixo. Se escolher pagar em Reais, são 10 lulinhas; em dólares, 5 obamas.</p>
<form action="https://www.paypal.com/cgi-bin/webscr" method="post">
<input type="hidden" name="cmd" value="_xclick">
<input type="hidden" name="business" value="fabianelim@gmail.com">
<input type="hidden" name="lc" value="BR">
<input type="hidden" name="item_name" value="Hello Joana">
<input type="hidden" name="amount" value="5.00">
<input type="hidden" name="currency_code" value="USD">
<input type="hidden" name="button_subtype" value="products">
<input type="hidden" name="bn" value="PP-BuyNowBF:btn_buynowCC_LG.gif:NonHosted">
<input type="image" src="https://www.paypal.com/pt_BR/BR/i/btn/btn_buynowCC_LG.gif" border="0" name="submit" alt="PayPal - A maneira mais fácil e segura de efetuar pagamentos on-line!">
<img alt="" border="0" src="https://www.paypal.com/en_US/i/scr/pixel.gif" width="1" height="1"><br />
</form>
<p>Clique nesse botão aí em cima e ajude a fazer uma tipógrafa brasileira feliz!</p>
<p><strong>UPDATE!</strong></p>
<p>Agora também é possível comprar via Pag Seguro!</p>
<p><!-- INICIO FORMULARIO BOTAO PAGSEGURO --></p>
<form target="pagseguro" action="https://pagseguro.uol.com.br/checkout/checkout.jhtml" method="post">
<input type="hidden" name="email_cobranca" value="fabianelim@gmail.com">
<input type="hidden" name="tipo" value="CP">
<input type="hidden" name="moeda" value="BRL">
<input type="hidden" name="item_id_1" value="01">
<input type="hidden" name="item_descr_1" value="Hello Joana">
<input type="hidden" name="item_quant_1" value="1">
<input type="hidden" name="item_valor_1" value="1000">
<input type="hidden" name="item_frete_1" value="0">
<input type="image" src="https://p.simg.uol.com.br/out/pagseguro/i/botoes/pagamento/btnPagueComBR.jpg" name="submit" alt="Pague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro!">
 </form>
<p> <!-- FINAL FORMULARIO BOTAO PAGSEGURO --></p>
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		<title>Inovar, comofas?</title>
		<link>http://fabianelima.com/blog/inovar-comofas/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 19:55:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[tendências]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[trends]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo ano sites divulgam por aí as trends de design. E os designers não se tocam que, na verdade, eles têm que FUGIR das tendências&#8230; De modo algum estou dizendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo ano sites divulgam por aí as <a href="http://webdesignledger.com/tips/web-design-trends-for-2010"><em>trends</em> de design</a>. E os designers não se tocam que, na verdade, eles têm que FUGIR das tendências&#8230; De modo algum estou dizendo que as tendências de design têm resultados ruins. Longe disso. O problema é que tudo cai na mesmice.</p>
<p>Lembram quando a Apple começou com os designs estilo Aqua que, como dizia tio Jobs, &#8220;eram tão bonitos que davam vontade lamber&#8221;? Virou a marca registrada do estilinho web 2.0, os sites e até a mídia impressa, todos com a mesma cara, a mesma paleta de cores, os mesmos brilhinhos artificiais. Esse estilo apareceu por volta do início desta década, com o lançamento do Mac OS X. Hoje a Apple nem usa mais, mas tem gente que ainda apela pra ele.</p>
<div align="center"><img src="http://lh6.ggpht.com/_bA7abacnJlM/Sx1YGO5Mv_I/AAAAAAAAAbg/80Mkevlu9XU/aqua.png"><br />

<p>Yummy!</p>
</div>
<p></p>
<p>O meio da década, em compensação, foi dominado pelos toy arts e ilustrações vetoriais fofinhas. E agora, o <em>sketchy</em> se juntou aos toy arts, e é <em>trendy</em>, é o novo Aqua.</p>
<div align="center"><img src="http://lh4.ggpht.com/_bA7abacnJlM/Sx1YGDOOhlI/AAAAAAAAAbc/Z4IkzXRy67Q/sketchy.png"><br />

<p>Pra quê pensar? O brush do Illustrator faz pra mim!</p>
</div>
<p></p>
<p>Outra coisa que tá na moda também: letterpress. Faça QUALQUER COISA com efeitinho de letterpress e fará sucesso. Não sabe? Pois tome aí uma listinha de <a href="http://sixrevisions.com/graphics-design/10-wonderful-letterpress-type-tutorials/">dez tutoriais</a> com o maldito efeito letterpress que, já vou avisando, só fica legal em papel de verdade.</p>
<div align="center"><img src="http://lh5.ggpht.com/_bA7abacnJlM/Sx1YGK9LAaI/AAAAAAAAAbY/I6uNbMFntxs/letterpress.png"></p>
<p>
<p>Chefe diz: Aprovado! Tá igualzinho o do concorrente!</p>
</div>
<p></p>
<p>Mas sabe o que me irrita mesmo no design hoje? Aquela montagens de Photoshop hipercoloridas e cheias de &#8220;swoosh&#8221; dos <a href="http://abduzeedo.com">@abduzeedo</a> da vida. E aquela imagens cafonésimas em HDR que todo mundo acha a última bolacha do pacote, como bem lembrou minha ex-colega de faculdade, <a href="http://twitter.com/azedinho/status/6433466467">@azedinho</a>.</p>
<p>Se algum dia eu abrir o Photoshop e fizer uma coisa <a href="http://is.gd/5f1J9">DESSAS</a>, por favor me matem, eu cheguei no fundo do poço. <a href="http://is.gd/5f1yP">Esse</a> é o tipo de coisa que, por mais frustrada e mal paga que eu seja, jamais vou fazer na VIDA. Não me levem a mal, a maior parte do conteúdo do @abduzeedo é ótima, mas IMHO essas digital arts já deram tudo o que tinham que dar, estão pra lá de gastas.</p>
<p>Mas quem sou eu pra dizer? Tem uma ilustra estilinho toy art no <a href="http://fabianelima.com/">meu site</a>!</p>
<p>Eu também não sou grande coisa como designer. Tenho vergonha do meu <a href="http://fabianelima.deviantart.com">DeviantArt</a>, faz mais de um ano que estou enrolando pra fazer meu portfolio &#8211; e perdendo ótimas oportunidades de trabalho por causa disso -, porque sinceramente não sei o que botar nele. Só que eu tenho senso crítico. Talvez este mesmo senso crítico que esteja me atrapalhando a conseguir algo melhor, mas é justamente ele que me faz correr atrás de aperfeiçoamento. É ele quem me alerta que a coisa ainda não está legal.</p>
<p>O problema é que designer se forma, se descobre num mercado de trabalho maluco, acaba se prostituindo por salário de 3 dígitos e, descontente, faz qualquer coisa, topa qualquer parada. Tá uma merda, mas o cliente gostou? Ótimo, não preciso gastar minha massa encefálica tentando melhorar isso aqui, eu só quero bater o cartão e ir embora. Com a regulamentação da profissão, pisos salariais e outras regalias pode ser que a situação tende a melhorar e não sejamos mais registrados como &#8220;operadores de software gráfico&#8221;.</p>
<p>Achou exagerada a situação do parágrafo anterior? Pois é o que estou vivendo neste exato momento.</p>
<p>E aí você vira pra mim e diz: <em>OK, Fabi, você venceu. Agora me diga, como vamos inovar</em>? E eu respondo: <em>Não sei!</em> Eu não faço idéia, e se fizesse, com toda certeza NÃO te contaria, pois estaria muito ocupada ganhando dinheiro com minha idéia exclusiva.</p>
<p>Agora é eu quem pergunto: <em>e tem como fazer algo diferente, inventar algo que nunca foi feito antes, ou pelo menos foi pouco explorado?</em> Vários twitteiros sugeriram passear, buscar referências, esfriar a cabeça e misturar novas e velhas idéias. Isso pode ajudar, mas nem sempre podemos dar aquela pausa e ir no sebo mais próximo olhar capas de discos dos anos 70 para incorporar algumas idéias em nossos layouts.</p>
<p>Na maior parte das vezes, estamos presos, acorrentados às nossas estações de trabalho, quem sabe até sem nem poder usar o Google Images devido a políticas hiper-restritivas de uso da internet por empresas retrógradas. Já sentiu isso na pele? Eu e alguns colegas já, e também ouvi outras histórias bem escabrosas.</p>
<p>Cobram-nos designs bonitos, criativos, inovadores, usáveis. No fim, a tal da criatividade e da inovação acabam sendo confundidos com um copão de café ao lado do monitor, porque só mesmo muita cafeína pra manter certos peões sob a alcunha de designers animados o suficiente para mover o mouse e criar um layout minimamente aceitável. Pobre de mim que sou imune a tão preciosa substância!</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>P.S.:</strong> O desabafo descordenado acima é fruto de uma epifania que tive no Twitter esta manhã. Se você se sente como eu, quer partilhar experiências, ou até mesmo dar umas dicas de como sair dessa, por favor faça uso do campo de comentários abaixo.</p>
<p><strong>P.S. 2:</strong> Cada um dos exemplos de efeitos gráficos usados no texto foi feito em cinco minutos (ou menos) no Illustrator por esta que vos escreve.</p>
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		<title>Bruno Maag na Positivo</title>
		<link>http://fabianelima.com/blog/bruno-maag-na-positivo/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 09:37:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabiane Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[designer meia boca]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[tipografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagem: Danish Faces Bruno Maag, tipógrafo suíço cujo escritório possui ramificações por todo o mundo (incluindo países como Egito e Brasil), deu uma palestra na minha saudosa universidade na última [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://lh5.ggpht.com/_bA7abacnJlM/SwUVuCfDKvI/AAAAAAAAAXs/ngsCr42TVVM/maag191109.jpg"><br />
<br /><font size="11pt">Imagem: <a href="http://www.danishfaces.dk/index.php?/projects/danish-faces-8/">Danish Faces</a></font></div>
<p></p>
<p>Bruno Maag, tipógrafo suíço cujo <a href="http://www.daltonmaag.com/">escritório</a> possui ramificações por todo o mundo (incluindo países como Egito e Brasil), deu uma palestra na <a href="http://up.edu.br/">minha saudosa universidade</a> na última quarta-feira. E eu, claro, fui lá assistir.</p>
<p>A palestra foi dividida em duas partes, onde na primeira ele falou de conceitos de design, poluição e ruído visual. Ele não falou nada demais, nada que designer com diploma na mão já não devesse saber de cor e salteado. Porém, falou de forma espetacular e envolvente; o cara é muito bem articulado. Na segunda parte, Maag mostrou trabalhos de seu estúdio e a forma como encontrou soluções para cada um dos problemas.</p>
<p>Juntamente com Maag, Fábio Haag &#8211; como ele próprio disse, o único puto no Brasil que vive exclusivamente de desenhar letra &#8211; também palestrou, dando exemplos, falando de sua própria experiência na <a href="http://www.daltonmaag.com/">Dalton Maag</a>, e auxiliando na comunicação entre brasileiros que não falavam inglês e o suíço.</p>
<p>Maag e Haag reacenderam em mim a chama da tipografia, que estava meio sufocada entre o dia-a-dia corrido e o desânimo com a profissão. Não tenho, de modo algum, a mais remota ilusão de que um dia vou poder viver de desenhar letras. Mas a vontadezinha de criar fontes e tentar ganhar um troquinho com elas, voltou.</p>
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