Leandro: Para que perder tempo com alguém que acha que umas palavras (oração) podem fazer um cisto atravessar a parede do útero? Prefiro gastar meu tempo com tricô. Tanta coisa interessante acontecendo no mundo da tecelagem, né? Todo dia sai uma variação do ponto cruz.
Fabiane: Ou de macramê. Aliás, já viu bordado russo? Imagino que os tapetes dos czares devam ser feitos assim.
Leandro: Belas peças de arte, diga-se. Excelente quantidade de pontos por cm², tapetes realmente consistentes.
Fabiane: ¬¬ Fui procurar imagens de bordado russo. Olha o que eu encontrei:

Lamentável!
Leandro: Huauhauhauauhauhauahuahuhauha!
Fabiane: Jesus me persegue. Esses dias recebi um email dizendo que ele estava me seguindo no Twitter. Nem segui de volta, não era divertido como OCriador, pai dele.
Leandro: Não tem para onde fugir! Esse, sim, é um fanfarrão de marca maior: criar o universo e tudo que há nele só para ficar que nem uma criança pentelha com uma lupa em cima de um formigueiro.
Fabiane: Lembrei de uma cena de “O Restaurante no Fim do Universo“.
Leandro: qual?
qual?
qual?qual?
qual?qual?qual?
qual?qual?qual?qual?qual?
qual?qual?qual?qual?qual?qual?qual?qual?
Fabiane:
A luz do sol atravessava as folhas e lançava um brilho sarapintado sobre as coisas que pareciam pêras. As coisas que pareciam framboesas e morangos eram mais rechonchudas e carnudas que quaisquer outros que Arthur já vira, mesmo em comerciais de sorvete.
— Por que a gente não come e deixa para pensar depois? — disse.
— Talvez seja isso que eles querem que a gente faça.
— Está bem, encare desta maneira…
— Começou bem — disse Ford.
— Estão aí para a gente comer. Não importa se são boas ou ruins, se eles estão querendo nos dar comida ou nos envenenar. Se forem venenosas e a gente não comer, eles simplesmente vão nos atacar de algum outro jeito. Se a gente não comer, a gente sai perdendo de qualquer forma.
— Gostei do seu jeito de pensar — disse Ford —, agora coma uma.
Hesitante, Arthur apanhou uma das coisas que pareciam pêras.
— Foi o que eu sempre achei sobre o Jardim do Éden — disse Ford.
— O quê?
— O Jardim do Éden. A árvore. A maçã. Essa parte, lembra?
— Lembro, claro que eu lembro.
— Esse Deus põe uma macieira no meio de um jardim e diz “vocês façam o que vocês quiserem, ah, mas não comam a maçã”. Surpresa surpresa, eles comem e ele pula de trás de uma moita gritando “Peguei vocês!”. Não teria feito muita diferença se eles não tivessem comido.
— Por que não?
— Porque se você está lidando com alguém que tem o tipo da mentalidade de quem deixa um chapéu na calçada com um tijolo embaixo para os outros chutarem pode ter certeza que ele não vai desistir. No fim ele te pega.
Leandro: Ah, você mandou. Estava tão entretido em mandar “quais” seguindo Fibonacci (nerds!!).
Fabiane: Merda. É inevitável, deus está em toda parte, esse maldito. Você colando “qual?” seguindo a… DIVINA PROPORÇÃO! Raios!
Leandro: Pense por outro lado: Fibonacci surgiu com sua famosa seqüência para resolver um problema sobre reprodução de coelhos. Assim, tudo surgiu por causa de sexo. Rock ‘n’ roll!
Post publicado originalmente em 1 de Maio de 2009 às 00:24