{"id":18,"date":"2010-03-30T16:20:14","date_gmt":"2010-03-30T16:20:14","guid":{"rendered":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/?p=18"},"modified":"2014-11-26T16:27:03","modified_gmt":"2014-11-26T16:27:03","slug":"uma-leitura-critica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/uma-leitura-critica\/","title":{"rendered":"Uma leitura cr\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>Parece que tudo come\u00e7ou com um post da Fabiane Lima em seu blog, sobre ceticismo e reencarna\u00e7\u00e3o. O artigo comentava uma entrevista de Ian Stevenson, se n\u00e3o me engano publicada originalmente em 1972, e deflagrou uma campanha de controv\u00e9rsia e ataques pessoais \u00e0 autora (<em>trollagem<\/em>). N\u00e3o conhe\u00e7o a Fabiane pessoalmente, sou um dos mais de dois mil seguidores dela no twitter, mas decidi oferecer minhas considera\u00e7\u00f5es ao debate.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o se polarizou como uma disputa sobre o car\u00e1ter cient\u00edfico da reencarna\u00e7\u00e3o. Muitos defensores citaram Ian Stevenson como um autor significativo, cujo trabalho se destaca pela aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo cient\u00edfico \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o de casos de reencarna\u00e7\u00e3o, e que as dificuldades da autora em aceitar a teoria da reencarna\u00e7\u00e3o eram sintoma de sua \u201cmente fechada\u201d.<\/p>\n<p>Bem, com uma atitude de mente aberta e dentro dos c\u00e2nones da ci\u00eancia contempor\u00e2nea, me propus a analisar um artigo de Ian Stevenson. O artigo \u00e9 intitulado <em>The phenomenon of claimed memories of previous lives: possible interpretations and importance<\/em> e foi publicado na revista Medical Hypotheses. Ele pode ser localizado atrav\u00e9s do site <a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/\">www.sciencedirect.com<\/a>, e n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel para download \u2013 mas ele pode ser baixado gratuitamente nas bibliotecas e laborat\u00f3rios universit\u00e1rios com acesso ao portal de peri\u00f3dicos da Capes. Como artigo publicado em peri\u00f3dico, assinado, ele atende a quase todos os requisitos para ser considerado um trabalho cient\u00edfico, exceto um, como ser\u00e1 discutido.<\/p>\n<p>N\u00e3o estou aqui para defender nenhuma posi\u00e7\u00e3o religiosa; procurei deixar minha orienta\u00e7\u00e3o religiosa de lado e analisar o artigo como aquilo que ele \u00e9 \u2013 um artigo cient\u00edfico \u2013 com o mesmo rigor e cuidado que eu analisaria um trabalho da minha \u00e1rea. Todos os trechos citados do original o ser\u00e3o em ingl\u00eas, para evitar que o sentido seja alterado durante a tradu\u00e7\u00e3o. Tendo em mente essas breves considera\u00e7\u00f5es, vamos \u00e0 an\u00e1lise.<\/p>\n<h3>A publica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Como coisa humana, o mundo cient\u00edfico espelha alguns aspectos de nossa sociedade. As publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas disputam continuamente a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores \u2013 boas publica\u00e7\u00f5es, com fator de impacto alto, atraem bons artigos cient\u00edficos, escritos por pesquisadores renomados. Os pesquisadores guardam seus melhores trabalhos para publica\u00e7\u00e3o nos melhores peri\u00f3dicos. No Brasil, o sistema Qualis da Capes (<a href=\"http:\/\/qualis.capes.gov.br\/\">qualis.capes.gov.br<\/a>) ranqueia as publica\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, e o Science Direct usa uma medida chamada <em>Impact Factor<\/em>. A revista <em>Nature<\/em>, sonho de todo pesquisador, tem fator de impacto 31.434; a <em>Medical Hypotheses<\/em> tem fator de impacto 1.416 \u2013 ou seja, os trabalhos ali publicados n\u00e3o s\u00e3o referenciados com muita frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Dois par\u00e1grafos atr\u00e1s eu escrevi que o artigo atende a quase todos os requisitos para que o trabalho seja considerado cient\u00edfico. O que quero dizer com isso? Bem, o artigo certamente est\u00e1 formatado corretamente: tem um t\u00edtulo, est\u00e1 assinado, tem um resumo (abstract), foi redigido no tom correto \u2013 com certa impessoalidade \u2013, traz um conjunto de refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas; est\u00e1 dividido em introdu\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e discuss\u00e3o, nos moldes de todo artigo cient\u00edfico. Por\u00e9m, um detalhe na descri\u00e7\u00e3o da revista chamou a minha aten\u00e7\u00e3o. Do site da editora:<\/p>\n<blockquote><p>Medical Hypotheses takes a deliberately different approach to review: the editor sees his role as a \u2018chooser\u2019, not a \u2018changer\u2019, choosing to publish what are judged to be the best papers from those submitted. The Editor sometimes uses external referees to inform his opinion on a paper, but their role is as an information source and the Editor\u2019s choice is final. The papers chosen may contain radical ideas, but may be judged acceptable so long as they are coherent and clearly expressed. The authors\u2019 responsibility for the integrity, precision and accuracy of their work is paramount. (<a href=\"http:\/\/www.elsevier.com\/wps\/find\/journaldescription.cws_home\/623059\/description#description\">link<\/a>)\n<\/p><\/blockquote>\n<p>Em outras palavras: a revista onde o artigo foi publicado n\u00e3o submete os trabalhos \u00e0 revis\u00e3o pelos pares (peer review); esse processo, n\u00e3o muito diferente do que eu estou fazendo agora, \u00e9 integral \u00e0 id\u00e9ia de ci\u00eancia contempor\u00e2nea, e tem dois objetivos primordiais: assegurar a qualidade e a clareza do que est\u00e1 sendo publicado (os revisores, via de regra, mandam coment\u00e1rios para auxiliar o autor na elabora\u00e7\u00e3o do artigo), e assegurar que o trabalho tem consist\u00eancia, checando as teorias do autor contra as posi\u00e7\u00f5es consensuais da \u00e1rea, o que Thomas Kuhn chamaria de ci\u00eancia normal. Na minha opini\u00e3o, ter sido submetido ao crivo da revis\u00e3o \u00e9 importante para que um artigo seja considerado cient\u00edfico.<\/p>\n<h3>Fontes de dados<\/h3>\n<p>Me chamou a aten\u00e7\u00e3o, em primeiro lugar, a quantidade de refer\u00eancias que o autor elencou: 66, no total. Dessas, 16 (um quarto do total) s\u00e3o trabalhos do pr\u00f3prio autor; citar excessivamente trabalhos pr\u00f3prios n\u00e3o \u00e9, em geral, considerado uma boa pr\u00e1tica, e muitas publica\u00e7\u00f5es orientam os autores a n\u00e3o fazer isso, at\u00e9 mesmo como garantia de anonimato durante a revis\u00e3o pelos pares.<\/p>\n<p>O autor parte ent\u00e3o dos casos relatados na literatura \u2013 muitos deles compilados pelo pr\u00f3prio autor, como se pode verificar nas refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas \u2013 para defender sua teoria: que as mem\u00f3rias de vidas passadas explicariam fen\u00f4menos n\u00e3o explic\u00e1veis pela gen\u00e9tica ou psicologia. O artigo \u00e9 curto, com apenas oito p\u00e1ginas. N\u00e3o se esperaria que o autor descrevesse minuciosamente cada caso relatado, mas se fossem apresentados fragmentos das citadas entrevistas com familiares certamente seria poss\u00edvel interpreta\u00e7\u00e3o independente. De fato, o autor apresenta toda sua evid\u00eancia de segunda m\u00e3o, e d\u00e1 a entender que nem mesmo o autor teve acesso em primeira m\u00e3o a todos os relatos originais:<\/p>\n<blockquote><p>The principal method of investigation is interviews, often repeated, with firsthand informants for both the child\u2019s side of the case and that of the concerned deceased person, if one has been identified. We emphasize independent verification of the child\u2019s statements. Written documents, such as postmortem reports, are always sought, examined, and copied when feasible (STEVENSON 2000, p. 652).\n<\/p><\/blockquote>\n<p>Dessa maneira, \u00e9 dificultada a interpreta\u00e7\u00e3o independente dos fatos relatados; obriga-se o leitor a confiar no relato de Stevenson, e no artigo ele n\u00e3o faz men\u00e7\u00e3o \u00e0 confiabilidade dos relatos. Atrav\u00e9s do Google, \u00e9 poss\u00edvel localizar e visualizar fragmentos das publica\u00e7\u00f5es originais, como os seguintes:<\/p>\n<blockquote><p>[Sobre o caso Gladys Deacon, que alegava ser a reencarna\u00e7\u00e3o de uma menina chamada Margaret Kempthorne] Later, in the 1970s, I attempted to trace records of Margaret Kempthorne, but, as will be seen, I did not succeed. Gladys Deacon\u2019s mother died when she was 18 years old. The woman with whom Gladys Deacon was travelling in 1928 (who would have been a potential witness of the verification of her statements) died some years before I began my inquiries for the case. The case therefore rest entirely on the statements of Gladys Deacon (STEVENSON 2003, p. 52)<\/p>\n<p>[Sobre o caso Katherine Walls] I include this case with some hesitation. This does not arise from the failure to verify the subject\u2019s statements, because I have published other unverified cases and this book includes several others. Nor does it arise because regrettably I have not met the subjet (\u2026) They mainly derive, however, from the acknowledged skill of the subject in conceiving \u2018stories\u2019 that she knew were fantasies and in the telling of which her father encouraged her (STEVENSON 2003, p. 59).<\/p><\/blockquote>\n<p>S\u00e3o apenas dois casos escolhidos a esmo, mas demonstram falta de cuidado na verifica\u00e7\u00e3o dos dados e displic\u00eancia quanto \u00e0 publica\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o verificadas, e contradizem a afirma\u00e7\u00e3o do autor na p\u00e1gina 652. No caso Gladys, todas as testemunhas e pessoas com quem ela teve contato, inclusive os comerciantes que a contaram a hist\u00f3ria de Margaret, j\u00e1 haviam falecido \u00e0 \u00e9poca da entrevista com Stevenson. Pode-se supor que outros relatos de que o autor se apropriou sofram das mesmas inconsist\u00eancias; mas vou dar o benef\u00edcio da d\u00favida e tomar por verificadas as hist\u00f3rias que o autor usa para ilustrar sua hip\u00f3tese.<\/p>\n<h3>Casos m\u00e9dicos \u201cinexplic\u00e1veis\u201d<\/h3>\n<p>O abstract resume muito bem a teoria que Stevenson apresenta no artigo. A ver:<\/p>\n<blockquote><p>Several disorders or abnormalities observed in medicine and psychology are not explicable (or not fully explicable) by genetics and environmental influences, either alone or together. These include phobias and philias observed in early infancy, unusual play in childhood, homosexuality, gender identity disorder, a child\u2019s idea of having parents other than its own, differences in temperament manifested soon after birth, unusual birthmarks and their correspondence with wounds on a deceased person, unusual birth defects, and differences (physical and behavioral) between monozygotic twins. The hypothesis of previous lives can contribute to the further understanding of these phenomena (STEVENSON 2000, p. 652)\n<\/p><\/blockquote>\n<p>O autor oferece ent\u00e3o explica\u00e7\u00f5es para cada um desses assuntos atrav\u00e9s da hip\u00f3tese das vidas passadas. Stevenson afirma que 36% dos sujeitos que se lembravam de vidas passadas apresentavam algum tipo de fobia na inf\u00e2ncia, e que as fobias estariam relacionada \u00e0 maneira da morte na vida passada:<\/p>\n<blockquote><p>The phobias nearly always accorded with the mode of death in the claimed previous life. For example, a child who claimed to remember a life that ended in drowning would have a phobia of being immersed in water; one who said it remembered a life with death from a gunshot wound would have a phobia of guns (STEVENSON 2000, p. 653).<\/p><\/blockquote>\n<p>Ou n\u00e3o se poderia analisar isso no sentido contr\u00e1rio, e entender que as fantasias ou sonhos das crian\u00e7as s\u00e3o a express\u00e3o de suas fobias? <em>Post hoc ergo propter hoc<\/em> \u00e9 uma argumenta\u00e7\u00e3o trai\u00e7oeira. Reduzida ao absurdo, essa explica\u00e7\u00e3o nos levaria a dizer que uma crian\u00e7a com medo do escuro seria a reencarna\u00e7\u00e3o de outrem que morreu de escurid\u00e3o? Adiante, um trecho sobre malforma\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas:<\/p>\n<blockquote><p>Most of the birth defects do not correspond to any recognized \u2018pattern of human malformation\u2019; instead, they correspond to sword cuts, shotgun wounds, or other modes of death (STEVENSON 2000, p. 656).\n<\/p><\/blockquote>\n<p>O autor n\u00e3o exp\u00f5e imagens dessas malforma\u00e7\u00f5es, certamente por restri\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o. Mas as analogias baseadas em semelhan\u00e7a visual s\u00e3o, tamb\u00e9m, trai\u00e7oeiras. N\u00f3s estamos acostumados a reconhecer padr\u00f5es na natureza, nossos c\u00e9rebros evolu\u00edram para isso. Se nos predispomos a enxergar padr\u00f5es, essas associa\u00e7\u00f5es ficam ainda mais frequentes. Ainda sobre os defeitos cong\u00eanitos:<\/p>\n<blockquote><p>For example, one child, born with unilateral brachydactyly of the right hand, said that he remembered the life of a child in another village who had cut off the fingers of his right hand when he accidentally put them between the blades of a fodder-chopping machine (STEVENSON 2000, p. 656).\n<\/p><\/blockquote>\n<p>Sobre esse caso espec\u00edfico, o autor n\u00e3o diz se essa \u201ccrian\u00e7a da outra vila que decepou o pr\u00f3prios dedos na m\u00e1quina\u201d existiu ou n\u00e3o. \u00c9 um exemplo gr\u00e1fico, certamente chama a aten\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o h\u00e1, no artigo, informa\u00e7\u00f5es que suportem a alega\u00e7\u00e3o do autor.<\/p>\n<p>Eu poderia continuar desfilando as explica\u00e7\u00f5es para o comportamento, rejei\u00e7\u00e3o dos pais, marcas de nascen\u00e7a, mas acho desnecess\u00e1rio. Todos os relatos que o autor apresenta s\u00e3o baseados em evid\u00eancia aned\u00f3tica e, como visto, n\u00e3o h\u00e1 maior cuidado na coleta de dados e na elabora\u00e7\u00e3o das entrevistas, e as rela\u00e7\u00f5es causais que Stevenson oferece s\u00e3o pouco mais que acidentais.<\/p>\n<h3>Uma revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/h3>\n<p>O artigo de Stevenson \u00e9 muito bem escrito, e eu recomendo a leitura. O autor exp\u00f5e seus pontos de vista de maneira clara, tentando demonstrar as rela\u00e7\u00f5es de causa-e-efeito como mandam os preceitos da ci\u00eancia contempor\u00e2nea, o que \u00e9 louv\u00e1vel; e o texto n\u00e3o \u00e9 assolado pela confus\u00e3o e o obscurantismo que tantas vezes afetam os textos \u201cesot\u00e9ricos\u201d. O assunto \u00e9 controverso, certamente empolgante, e n\u00e3o \u00e9 supresa nenhuma que as teorias de reencarna\u00e7\u00e3o encontrem resist\u00eancia na comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Entretanto, o corpo de evid\u00eancia que o autor apresenta \u00e9 muito fraco (a displic\u00eancia na coleta dos dados e a impossibilidade de verifica\u00e7\u00e3o independente s\u00e3o preocupantes), as rela\u00e7\u00f5es que ele procura demonstrar s\u00e3o muito t\u00e1citas, podendo, sem exce\u00e7\u00e3o, ser explicadas pela psican\u00e1lise, pela embriologia, pela cultura, pelo imagin\u00e1rio, ou serem meras coincid\u00eancias.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que existem revolu\u00e7\u00f5es cient\u00edficas de vez em quando, e \u00e9 claro que, geralmente, novas teorias t\u00eam muito trabalho para serem aceitas. N\u00e3o \u00e9 suficiente dizer que a ci\u00eancia oficial \u00e9 fechada e n\u00e3o aceita as teorias novas; para que as teorias de Stevenson possam \u201centrar no clube\u201d do pensamento cient\u00edfico, elas precisam passar pelo processo de discuss\u00e3o, angariando defensores e seguidores at\u00e9 que se torne a nova ci\u00eancia normal, como muito bem nos ensina Kuhn (2007). Mas, ao mesmo tempo em que s\u00e3o necess\u00e1rias evid\u00eancias que suportem a nova teoria, ela deve tamb\u00e9m explicar os fatos que a teoria anterior (oficial, normal, <em>mainstream<\/em>\u2026) n\u00e3o consegue. Ao meu entender, os problemas apresentados por Stevenson sequer s\u00e3o problemas de pesquisa.<\/p>\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p>STEVENSON, I. The phenomenon of claimed memories of previous lives: possible interpretations and importance. <em>Medical Hypotheses<\/em>, n. 54, p. 652-659.<\/p>\n<p>STEVENSON, I. <em>European cases of the reincarnation type<\/em>. EUA: McFarland, 2003.<\/p>\n<p>KUHN, T. S. <em>A Estrutura das Revolu\u00e7\u00f5es Cient\u00edficas<\/em>. 9. Ed. S\u00e3o Paulo: Perspectiva, 2007.<\/p>\n<hr\/>\n<p>Chico Rasia (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/chicorasia\">@chicorasia<\/a>), \u00e9 Arquiteto Urbanista, graduado em 2003 pela Universidade Federal do Paran\u00e1 \u2013 UFPR, e mestrando em Tecnologia pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Tecnologia da UTFPR.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parece que tudo come\u00e7ou com um post da Fabiane Lima em seu blog, sobre ceticismo e reencarna\u00e7\u00e3o. O artigo comentava uma entrevista de Ian Stevenson, se n\u00e3o me engano publicada originalmente em 1972, e deflagrou uma campanha de controv\u00e9rsia e ataques pessoais \u00e0 autora (trollagem). 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