{"id":414,"date":"2016-12-28T22:09:20","date_gmt":"2016-12-29T00:09:20","guid":{"rendered":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/?p=414"},"modified":"2016-12-28T22:09:20","modified_gmt":"2016-12-29T00:09:20","slug":"pareidolia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/pareidolia\/","title":{"rendered":"Pareidolia"},"content":{"rendered":"<p>Antigamente, a melhor forma de se saber a classe social de uma pessoa sem fazer muitas perguntas era perguntar quantos televisores ela tinha em casa. Com essa simples pergunta era poss\u00edvel descobrir se ela morava na zona rural ou urbana, se tinha eletricidade em casa, as religi\u00f5es a que ela talvez pertencesse, sua classe social e at\u00e9 o tamanho aproximado de sua resid\u00eancia. Sozinha, essa pergunta pode ou n\u00e3o fazer muito sentido a depender do caso, mas ela s\u00f3 comprova uma tend\u00eancia se acompanhada de outras perguntas que abordem a quest\u00e3o por outros vi\u00e9ses.<\/p>\n<p>\u00c9 dos padr\u00f5es que extra\u00edmos informa\u00e7\u00e3o. \u00c9 por isso que somos viciados neles: nosso c\u00e9rebro se alimenta das conex\u00f5es que as informa\u00e7\u00f5es que jogamos dentro dele fazem. Se tais conex\u00f5es s\u00e3o aleat\u00f3rias a ponto de n\u00e3o fazerem sentido, pode ser pareidolia ou proposital nonsense. H\u00e1 quem mapeie o c\u00e9u e o relacione ao momento do nascimento, h\u00e1 quem brinque de s\u00f3 pisar na lajota preta, h\u00e1 quem desenvolva transtornos e n\u00e3o consiga fazer certas coisas sem a presen\u00e7a de certas condi\u00e7\u00f5es aparentemente n\u00e3o relacionadas. H\u00e1 quem desenvolva idiomas inteiros a partir dessa l\u00f3gica.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/hr.gif\"><\/p>\n<p>Homens de chap\u00e9u t\u00eam 50% mais chances de serem babacas: nada mais anacr\u00f4nico que um homem de chap\u00e9u.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/hr.gif\"><\/p>\n<p>Gente que tem exaustor em casa \u00e9 rica: &#8220;bem de vida&#8221; para mim \u00e9 qualquer um que ganhe o suficiente para pagar o pr\u00f3prio aluguel, independente de onde more. Se algu\u00e9m pode se dar ao luxo de n\u00e3o empestear a casa com a fritura do \u00faltimo bife, essa pessoa \u00e9 rica.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/hr.gif\"><\/p>\n<p>Canhotos s\u00e3o gente fina: canhotos t\u00eam o mundo todo contra eles. Canhotos entendem como a vida pode ser dif\u00edcil nas pequenas coisas do dia a dia. Outra hip\u00f3tese \u00e9 que eu fico embasbacada com algo que eu acho imposs\u00edvel de ser feito: dominar a m\u00e3o esquerda. Mas j\u00e1 ensinei a minha a pintar as unhas (n\u00e3o as dela mesma, claro).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/hr.gif\"><\/p>\n<p>N\u00e3o confio em quem numera s\u00e9culos com algarismos indo-ar\u00e1bicos: \u00e9 uma tend\u00eancia moderna, e como algumas tend\u00eancias modernas \u2014 como por exemplo suprimir o trema da l\u00edngua portuguesa \u2014, s\u00e3o de muito mal gosto est\u00e9tico no que diz respeito ao desenho e \u00e0s formas das letras, dos diacr\u00edticos e, conseq\u00fcentemente, ao desenho e ao entendimento das abstra\u00e7\u00f5es que chamamos &#8220;palavras&#8221;. Quem n\u00e3o liga pra esse tipo de coisa n\u00e3o merece falar comigo e nem com o meu anjo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antigamente, a melhor forma de se saber a classe social de uma pessoa sem fazer muitas perguntas era perguntar quantos televisores ela tinha em casa. 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