{"id":537,"date":"2018-12-21T23:57:32","date_gmt":"2018-12-22T01:57:32","guid":{"rendered":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/?p=537"},"modified":"2018-12-21T23:57:32","modified_gmt":"2018-12-22T01:57:32","slug":"fichamento-a-passion-for-friends-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/fichamento-a-passion-for-friends-3\/","title":{"rendered":"Fichamento: A Passion for Friends #3"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Variedades de amizade feminina: a freira como mulher f\u00e1cil\/livre<\/h2>\n\n\n\n<p>RAYMOND, Janice.&nbsp;<strong>A Passion for Friends<\/strong>: toward a philosophy of female affection. Melbourne: Spinifex Press, 2001.<br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>Nesse cap\u00edtulo Janice Raymond usa o exemplo das freiras e da vida comunit\u00e1ria no convento para exemplificar a riqueza da vida entre companhias femininas e os ataques dos homens \u00e0 sua independ\u00eancia. A autora usa, inclusive, a sua pr\u00f3pria experi\u00eancia pessoal como freira para tratar esse exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela inicia falando dos ataques da Reforma Protestante \u00e0s ordens mon\u00e1sticas e, principalmente, \u00e0s ordens de mulheres. A pr\u00f3pria exist\u00eancia de mulheres vivendo separadas de homens e trabalhando em atividades intelectuais na \u00e9poca negadas \u00e0s mulheres j\u00e1 as caracterizavam como &#8220;perdidas&#8221; pelos seus cr\u00edticos, tanto cat\u00f3licos quanto protestantes. Mas foi a cr\u00edtica protestante que transformou a virgem na prostituta, uma vez que, na sua vis\u00e3o, qualquer mulher independente de marido era imoral.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o advento do cristianismo, muitas mulheres perderam o seu prest\u00edgio social, intelectual e pol\u00edtico, de modo que o convento se tornou um ref\u00fagio para muitas delas. Essas mulheres buscavam independ\u00eancia e oportunidades que eram negadas para a maior parte das pessoas da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>The nun carried on the tradition of the loose woman, that is, the independent woman associated with a pagan and ungodly period. Therefore, female autonomy and detachment from men were regarded as pagan and ungodly. The male hierarchy was always in conflict with the independent spirit which had draw many women to convent living initially.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para frear essa liberdade inconveniente, obviamente a igreja cat\u00f3lica tentou circunscrever a atua\u00e7\u00e3o dessas mulheres dentro de suas pr\u00f3prias regras. Como exemplo das tentativas da igreja de cercear ordens de mulheres, autora vai falar do movimento Beguine, um movimento religioso crist\u00e3o independente das hierarquias cat\u00f3licas que buscava inclusive a discuss\u00e3o e o conhecimento teol\u00f3gico, de modo que n\u00e3o ficasse restrito aos cl\u00e9rigos. Ainda que a persegui\u00e7\u00e3o tenha sido pesada e que bispos tenham acusado o movimento de agregar mulheres fugindo dos la\u00e7os maritais, a ordem s\u00f3 foi completamente dissolvida no s\u00e9culo XV.<\/p>\n\n\n\n<p>Raymond ent\u00e3o vai investigar as origens das associa\u00e7\u00f5es da defini\u00e7\u00e3o do termo &#8220;freira&#8221; com o significado &#8220;cortes\u00e3&#8221;. Ela ent\u00e3o cita alguns casos em que mulheres foram levadas a vida em convento como forma de corrigir seu comportamento. Sem querer, segundo autora, a igreja cat\u00f3lica teria dado as condi\u00e7\u00f5es para o surgimento de uma hetairocracia \u2014 lembrando aqui que o termo vem de <em>hetaira<\/em>, que significa &#8220;prostituta&#8221; ou &#8220;companheira&#8221;, conforme discutido no <a href=\"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/fichamento-a-passion-for-friends-2\/\">cap\u00edtulo anterior<\/a>. A autora vai chamar o hetairismo de &#8220;Regra da companheiras&#8221; (<em>The Rule of companions<\/em>), uma no\u00e7\u00e3o espiritual de amizade que expande os limites da afetividade, atuando diretamente na vida das mulheres.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>The convent is also a primary locus for long-term institutionalization of female friendship under the aegis of sisterhood, a situation in which women spent their lives primarily with other women, gave to womrn the largest of their energy and attention, and formed powerful affective ties to each other \u2014 so powerful that this Gyn\/affection became effective in the world outside the convent.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Desde que se estabeleceram os primeiros conventos, os cl\u00e9rigos homens tentaram definir os limites da vida dessas mulheres, acusadas de tentar &#8220;usurpar as prerrogativas dos homens&#8221;. Essas mulheres, no entanto, estavam buscando retomar as prerrogativas das mulheres que vieram antes delas. Ainda que os estudiosos do assunto tenham classificado essas mulheres como &#8220;privadas de homens&#8221; por causa de desenvolvimentos hist\u00f3ricos da \u00e9poca como as cruzadas, e que esse teria sido um dos motivos para a busca por uma vida mon\u00e1stica, esse retrato do assunto falha ao se deparar com o fato de que esses conventos eram poucos em n\u00famero e que n\u00e3o supriam a demanda das mulheres que buscavam por essas ordens. Algumas ordens, como as pr\u00f3prias Beguine, talvez tenham surgido justamente porque essas mulheres n\u00e3o conseguiam vagas nos conventos que existiam, e porque os homens relutavam em abrir novos conventos para mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da fuga de uma vida marital ingrata, a autora destaca que a vida no convento oferecia \u00e0s mulheres uma vida de educa\u00e7\u00e3o intelectual que nem mesmo as mulheres nobres nem o homem m\u00e9dio tinham acesso. Nessas institui\u00e7\u00f5es, mulheres mais velhas podiam ensinar mulheres mais novas na companhia de suas iguais, criando uma tradi\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. Assim, essas mulheres eram atra\u00eddas para vida no convento por seus pr\u00f3prios motivos, e n\u00e3o por uma diferen\u00e7a num\u00e9rica entre a popula\u00e7\u00e3o de homens e mulheres e pela consequente impossibilidade de se casarem.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos primeiros conventos, a maior parte das mulheres eram de classes mais altas. Com o tempo, mulheres de classe baixas tamb\u00e9m foram atra\u00eddas para a vida mon\u00e1stica. Nesses lugares elas podiam estudar artes, literatura, produzir livros e manuscritos. Nessa \u00e9poca esses conventos n\u00e3o eram isolados ou um lugar reservado \u00e0 medita\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, essas atividades mais tarde foram restritas aos monast\u00e9rios de homens ou transferidas para artes\u00e3os laicos, fora da comunidade mon\u00e1stica.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;[\u2026] It was a busy and active unit of society with its own economy and definitely an outward thrust of service to the community&#8221;. It was a context in which women could do great things. It was a community of spiritual friends.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Adiante no texto, a autora vai tratar das variantes de amizade, iniciando pelo que ela chama de &#8220;amizade espiritual&#8221;. Aqui ela vai come\u00e7ar tratando de como a pr\u00f3pria tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 (principalmente atrav\u00e9s de autores homens) enxerga a amizade. A atitude geral desses autores em rela\u00e7\u00e3o a amizade \u00e9 que trata-se de uma virtude crist\u00e3, mas que n\u00e3o se deve se apegar a nada nem a ningu\u00e9m, uma vez que deus deve ser o centro do apego do crist\u00e3o. Mas ela vai destacar um autor em particular \u2014 Aelred de Rievaulx \u2014, que escreveu um tratado chamado, justamente, <em>Amizade Espiritual<\/em>. Nesse texto, o autor vai tratar da amizade como uma express\u00e3o do pr\u00f3prio amor de deus. Esse autor, no entanto, vai exortar as pessoas a manter a pureza de suas inten\u00e7\u00f5es e discri\u00e7\u00e3o na intimidade, evitando que as amizades se tornem &#8220;carnais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as &#8220;amizades particulares&#8221;, das quais Raymond trata a seguir, n\u00e3o eram bem vistas pelas comunidades. Havia na \u00e9poca exorta\u00e7\u00f5es contundentes para que as irm\u00e3s n\u00e3o se apegassem muito umas \u00e0s outras. Essas acusa\u00e7\u00f5es contra as amizades particulares ca\u00edam em duas categorias. A primeira era a ofensa contra as virtudes da caridade, uma vez que se acreditava que a amizade particular era baseada em motivos puramente naturais, sentimentais ou at\u00e9 sensuais. A segunda forma de acusa\u00e7\u00e3o contra esse tipo de amizade \u00e9 que elas violavam o voto de castidade, que no contexto dessas comunidades tamb\u00e9m inclui evitar intimidade com pessoas do mesmo sexo. As novi\u00e7as eram admoestados contra a possibilidade (latente ou n\u00e3o) da homossexualidade. A preocupa\u00e7\u00e3o com homossexualidade fez com que alguns conselheiros da \u00e9poca achassem mais perigoso que os monges ca\u00edssem em tenta\u00e7\u00e3o por outros monges do que por uma mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>Janice Raymond fala de sua pr\u00f3pria experi\u00eancia ao ser censurada em uma amizade particular:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>My own experience of being censured for forming a particular friendship was an outgrowth of a walk in the woods with another novice during the course of a rare &#8220;free day&#8221;, that is, a day on which convent duties and obligations were reduced to allow free time for prayer, study and walks out of doors. We had interrupted our walk to sit down on a large boulder, at which point we admired the trees coming into spring life, spoke about our common passion for writing and its relationship to spiritual life, and briefly \u2014 in the ecstasy of being at one with God, the cosmos, and each other \u2014 held hands! One of our peers, who evidently saw us engaged in this rather innocuous act of &#8220;pressing the flesh&#8221;, felt it her spiritual duty to report us. That evening, in the refectory, we were both publicly chastised and berated for endangering these rare days of freedom for the rest of our sisters because we had passed the boundaries of permissibility. In private, after the public exposure, my companion was browbeaten by the novice mistress into &#8220;confessing&#8221; her &#8220;illicit affection&#8221; for me. The novice mistress attempted to elicit a similar confession from me, but I was not to be intimidated by her representation of our holding hands as simulation of intercourse! For this willfulness I was told that &#8220;pride goeth before the fall&#8221;. My friend, who was traumatized by the censoring and the innuendos of abnormality, inwardly confused about her own feelings, and certainly not helped by my own disdainful judgment that she had allowed herself to be overwhelmed by the novice mistress, left the community a year later.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A Reforma Protestante e sua Contra-Reforma cat\u00f3lica ajudaram a suprimir as ordens religiosas de mulheres. A dissolu\u00e7\u00e3o dos mosteiros que se seguiu pressionou v\u00e1rias ex-freiras a se casarem e se encaixarem nos &#8220;novos&#8221; valores religiosos. Uma vez que a &#8220;purifica\u00e7\u00e3o&#8221; geralmente se d\u00e1 atrav\u00e9s da remo\u00e7\u00e3o do poder das m\u00e3os das mulheres, os homens da igreja cat\u00f3lica se viam fazendo o trabalho de deus ao remover as mulheres das posi\u00e7\u00f5es de autoridade ou submetendo seu poder a uma esfera mais alta. Uma das medidas para que isso acontecesse foi a exig\u00eancia do enclausuramento, impedindo que essas mulheres tivessem atividades no mundo exterior e exigindo que usassem uma vestimenta pr\u00f3pria que restringia seus movimentos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>The wearing of a distinctive habit of clothing was imposed on nuns, greatly restricting their physical mobility. The habit usually enshrouded their bodies and became a kind of clothing cloyster that encumbered all sorts of physical activities. Men were not required to wear the awkward uncomfortable headgear that enclosed minds for centuries. This headpiece was rationalized as fulfilling Paul&#8217;s injunction that women should keep their heads covered, especially in church, so as not to distract or seduce (presumably men).<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Cada vez mais essa restri\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres foi crescendo nas ordens, de forma pr\u00e1tica e simb\u00f3lica. Nos conventos onde coexistiam no mesmo local homens e mulheres, passou-se a exigir que as mulheres preparassem as roupas e as refei\u00e7\u00f5es dos homens. Principalmente durante os s\u00e9culos XIV e XV, os conventos perderam a sua fun\u00e7\u00e3o intelectual e suas atividades se voltaram \u00e0 domesticidade.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>The rule of enclosure cloistered more than the physical space and mobility of religious women. It also circumscribed their minds.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Foi crescente nessa \u00e9poca tamb\u00e9m o aumento das invas\u00f5es literais nessas comunidades de mulheres. Assim, essas mulheres eram alvos de ataques violentos e n\u00e3o podiam contar com qualquer prote\u00e7\u00e3o das autoridades religiosas de um lado, e de outro, as pr\u00f3prias autoridades religiosas as for\u00e7avam a se submeter \u00e0s suas reformas e contra-reformas. Muitas comunidades de mulheres acabaram aceitando o isolamento proposto pelas autoridades cat\u00f3licas na tentativa de se protegerem dessas invas\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Os reformistas protestantes, por sua vez, retratavam as mulheres nessas ordens religiosas como degeneradas e corrompidas, e os conventos como locais de promiscuidade e imoralidade, onde mulheres tinham rela\u00e7\u00f5es heterossexuais, engravidavam, pariam, matavam e enterravam seus beb\u00eas sem serem notadas \u2014 como atestam algumas das instru\u00e7\u00f5es para inspe\u00e7\u00f5es nesses lugares. Para eles, a virtude da mulher s\u00f3 era poss\u00edvel enquanto esposa e m\u00e3e, sendo o casamento a escada que leva ao alcance de deus. Dessa forma, eles igualavam o voto de castidade \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o e os conventos aos bord\u00e9is. Acusavam os monast\u00e9rios injustamente e obrigavam que se dissolvessem, de modo que as mulheres que n\u00e3o se conformassem com uma vida comum no casamento sofriam press\u00f5es de todos os lados.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>What happened to the nuns who were &#8220;freed&#8221;? Those who took dispensations were given a small sum of money to tide them over until they presumably &#8220;settled down&#8221; and got married. Many women were simply &#8220;set free&#8221; to drift and fend for themselves. These women had led secluded lives and were discharged into a world where they would never really belong. Henceforth, they were obviously endangered. And, once again, the Church \u2014 this time Protestant \u2014 created the very class of loose women against which it inveighed.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Janice Reymond conclui esse cap\u00edtulo ressaltando que, apesar da aura opressora dos conventos, eles proviam a essas mulheres uma comunidade s\u00f3lida e est\u00e1vel, onde elas podiam trabalhar, escrever, ensinar ou se envolver na comunidade, florescendo de formas poucas vezes poss\u00edvel na hist\u00f3ria das mulheres. Muitas coisas triviais eram providas por essas institui\u00e7\u00f5es, ainda que essa ordem fosse enfatizada em detrimento da independ\u00eancia das mulheres. Ela acrescenta que, no feminismo, essa estrutura n\u00e3o existe:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Many early feminist institutions, women&#8217;s centers, and business were short-lived because there were no guiding principles of organization. Disagreements often escalated into divisiveness that undid many attempts to create feminist institutions.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A autora destaca que uma li\u00e7\u00e3o crucial a ser apreendida na hist\u00f3ria das mulheres em geral e dessas mulheres religiosas em particular \u00e9 que a ordem de uma comunidade de mulheres deve ser gerada e estabelecida internamente, de acordo com os prop\u00f3sitos dessas mulheres, e n\u00e3o pode ser imposta de fora por autoridades masculinas. Uma vez que essa ordem foge disso, ela cria uma tens\u00e3o entre individualidade e comunidade que suprime a privacidade dos indiv\u00edduos, transformando a comunidade numa entidade que busca moldar opini\u00f5es e regular a vida das suas membros.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, a autora fala a respeito de afeto &#8220;desordenado&#8221; e &#8220;n\u00e3o centralizado&#8221;, que acaba por transformar as mulheres em <em>relacionadoras profissionais<\/em>, o tempo todo imersas em rela\u00e7\u00f5es e relacionamentos como o foco de suas vidas, sem no entanto a constru\u00e7\u00e3o de uma intimidade verdadeira com algu\u00e9m, sejam homens ou mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Raymond defende que o tipo de intimidade que se desenvolve em uma &#8220;amizade particular&#8221; n\u00e3o \u00e9 algo pronto e que pode ser encontrado em qualquer lugar. Esse tipo de intimidade precisa ser desenvolvido com carinho, respeito, ternura, e n\u00e3o surge de uma hora para outra, e que essas amizades \u00edntimas s\u00e3o &#8220;posses altamente fr\u00e1geis&#8221; que necessitam estar aliadas a outras formas de vida (emocional, intelectual, social e espiritual) para sobreviver.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela encerra esse cap\u00edtulo com este belo par\u00e1grafo:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>In the final analysis, the power of female friendship in convents derive from the fact that friendship is by nature a spiritual communion, but women are not and never will be pure spirits. With nuns, as with all women, friendship is mediated through and only becomes Gyn\/affective on the material world.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Variedades de amizade feminina: a freira como mulher f\u00e1cil\/livre RAYMOND, Janice.&nbsp;A Passion for Friends: toward a philosophy of female affection. Melbourne: Spinifex Press, 2001. 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