{"id":744,"date":"2022-05-30T14:31:11","date_gmt":"2022-05-30T17:31:11","guid":{"rendered":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/?p=744"},"modified":"2022-05-30T14:40:31","modified_gmt":"2022-05-30T17:40:31","slug":"perfis-geracionais-e-inclusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/perfis-geracionais-e-inclusao\/","title":{"rendered":"Perfis geracionais e inclus\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O texto a seguir foi desenvolvido como parte da avalia\u00e7\u00e3o da disciplina \u201cDesign para Inclus\u00e3o\u201d, ministrada pela professora Juliana Bueno no PPGDesign da UFPR. Trata-se de um resumo expandido, um exerc\u00edcio e um primeiro momento antes do desenvolvimento de um artigo propriamente dito. Nele, busquei refletir sobre a inclus\u00e3o dos \u201cidosos do futuro\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Bastante presentes na cultura pop conectada, os perfis geracionais de que trata este artigo s\u00e3o aqueles tra\u00e7ados a partir de uma compara\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es mais novas com aqueles nascidos no p\u00f3s-guerra, os Baby Boomers. Mesmo sem autoria ou concep\u00e7\u00e3o claramente definidos, surgidos de discuss\u00f5es online que por vezes t\u00eam como prioridade o humor, esses perfis acabaram sendo adotados por grandes institutos na realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas de mercado. \u00c9 o caso, por exemplo, do Pew Research Center, conhecida institui\u00e7\u00e3o americana que investiga opini\u00e3o p\u00fablica em uma variedade de temas \u2014 religi\u00e3o, imigra\u00e7\u00e3o, economia, relacionamentos etc \u2014 com uso de ci\u00eancia de dados e an\u00e1lise demogr\u00e1fica, conduzindo levantamentos em v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo (DIMOCK, 2019). Outros institutos, como Gallup e YouGov, e alguns escrit\u00f3rios de demografia e estat\u00edstica nacionais nos Estados Unidos e na Austr\u00e1lia tamb\u00e9m se valem dessa nomenclatura.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"556\" src=\"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/FT_19.01.17_generations_2019-1024x556.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-746\" srcset=\"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/FT_19.01.17_generations_2019-1024x556.png 1024w, https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/FT_19.01.17_generations_2019-300x163.png 300w, https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/FT_19.01.17_generations_2019-768x417.png 768w, https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/FT_19.01.17_generations_2019.png 1281w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.pewresearch.org\/fact-tank\/2019\/01\/17\/where-millennials-end-and-generation-z-begins\/\">Pew Research Center<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nascidos em meio a uma explos\u00e3o demogr\u00e1fica que aconteceu a partir do fim dos conflitos da Segunda Guerra Mundial, os chamados Baby Boomers (ou boomers) correspondem a uma gera\u00e7\u00e3o de nascidos entre a segunda metade dos anos 1940 e a primeira metade dos anos 1960. Por conta de seu contexto hist\u00f3rico, os boomers provavelmente s\u00e3o o \u00fanico dos perfis geracionais discutidos aqui que possuem um perfil bem delimitado, dado que representam um evento demogr\u00e1fico espec\u00edfico. Nasceram em um contexto de relativa prosperidade econ\u00f4mica, industrializa\u00e7\u00e3o e urbaniza\u00e7\u00e3o. Foram tamb\u00e9m respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o de uma cultura jovem que influenciou as gera\u00e7\u00f5es subsequentes, como por exemplo as ondas feministas e os movimentos sociais, o rock e os escritores beatnik.<\/p>\n\n\n\n<p>Millennial, por sua vez, \u00e9 um termo que come\u00e7ou a ser usado para descrever uma sensa\u00e7\u00e3o ou clima de fim de era, com a aproxima\u00e7\u00e3o do fim do s\u00e9culo 20. Assim, dependendo de como \u00e9 feita a divis\u00e3o coorte \u2014 e cada instituto ou pesquisador pode faz\u00ea-la conforme seus pr\u00f3prios crit\u00e9rios \u2014, esse perfil geracional \u00e0s vezes \u00e9 dividido em dois: a gera\u00e7\u00e3o X, \u00e0s vezes chamada de \u201colder millennials\u201d, que corresponde aos nascidos a partir da segunda metade dos anos 1960 ao in\u00edcio dos anos 1980, e a gera\u00e7\u00e3o Y, que hoje s\u00e3o os que recebem a nomenclatura de \u201cmillennials\u201d por terem nascido mais ao fim do segundo mil\u00eanio da era crist\u00e3. Foram a \u00faltima gera\u00e7\u00e3o a viver em um mundo antes da difus\u00e3o massiva da internet, e a primeira a ter um padr\u00e3o de vida pior que a m\u00e9dia dos seus pais (IDOETA, 2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que os millennials tenham sido chamados de \u201cnativos digitais\u201d quando eram jovens, hoje s\u00e3o aqueles nascidos entre fins dos anos 1990 e in\u00edcio dos anos 2000 que hoje s\u00e3o mais conhecidos por essa caracter\u00edstica. Eles s\u00e3o a chamada gera\u00e7\u00e3o Z, est\u00e3o chegando na idade adulta agora. Essa gera\u00e7\u00e3o vive os efeitos das pol\u00edticas de austeridade implantadas em d\u00e9cadas anteriores, sendo conhecidos por gastarem mais tempo em dispositivos eletr\u00f4nicos e menos em leitura atenta.<\/p>\n\n\n\n<p>O uso desses perfis geracionais n\u00e3o se d\u00e1, no entanto, sem cr\u00edtica: em maio de 2021 um grupo de soci\u00f3logos e pesquisadores de outras \u00e1reas interessados em demografia assinou uma carta aberta ao Pew Research Center pedindo uma reavalia\u00e7\u00e3o do uso desses perfis (COHEN, 2021; PINSKER, 2021). Sua cr\u00edtica aponta que esses grupos de coorte s\u00e3o determinados arbitrariamente por seus anos de nascimento e n\u00e3o por eventos geracionais significativos, n\u00e3o tendo qualquer base cient\u00edfica emp\u00edrica ou te\u00f3rica. Eles tamb\u00e9m apontam que essas gera\u00e7\u00f5es s\u00e3o entendidas pelo grande p\u00fablico como categorias e identidades \u201coficiais\u201d, prejudicando o seu entendimento dessas pesquisas, principalmente quando usadas \u2014 e, consequentemente, legitimadas \u2014 por esses institutos. A principal cr\u00edtica do manifesto \u00e9 de que essas gera\u00e7\u00f5es t\u00eam mais semelhan\u00e7a com arqu\u00e9tipos estereot\u00edpicos do que com uma s\u00edntese apropriada de manifesta\u00e7\u00f5es reais do p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Ciente desses problemas e limita\u00e7\u00f5es apontados (ONION, 2015), esse texto busca usar esses perfis geracionais como pontos de partida para discutir os diferentes perfis de idosos, atuais e que est\u00e3o por vir, e o projeto de produtos que pense na inclus\u00e3o desse p\u00fablico. Esses arqu\u00e9tipos ou <em>personas<\/em> podem nos contar hist\u00f3rias, servindo de atalhos ao passado e nos dando pistas sobre o futuro (DIMOCK, 2019). Eles podem nos ajudar a entender as diferentes experi\u00eancias formativas e a intera\u00e7\u00e3o dessas pessoas com o mundo, bem como o seu pr\u00f3prio processo de envelhecimento e suas rela\u00e7\u00f5es com o entorno, nos ajudando a projetar experi\u00eancias e produtos para um grupo cada vez mais numeroso, mas historicamente negligenciado. Ainda que esses perfis se tratem de r\u00f3tulos usados para descrever perfis demogr\u00e1ficos geracionais em sociedades ocidentais, eles t\u00eam sido usados em pesquisas no mundo todo (OLLIVER, 2021).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente com a gera\u00e7\u00e3o dos designers boomers, que proporcionou ao mundo observar um crescimento exponencial da popula\u00e7\u00e3o de idosos, que as discuss\u00f5es a respeito de projetos espec\u00edficos para esse grupo se iniciaram. Pensando em solu\u00e7\u00f5es para problemas cotidianos de pessoas idosas, a exposi\u00e7\u00e3o <em>New Design for Old<\/em>, idealizada pela filantropa Helen Hamlyn em 1986, buscou levar em conta em seus projetos aspectos que por vezes eram deixados de lado, como a agilidade f\u00edsica reduzida causada pelos problemas de mobilidade e os problemas de vis\u00e3o e audi\u00e7\u00e3o (COLEMAN, 1993). Na esteira dessa iniciativa, outras exposi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m foram realizadas com esse intuito, como o projeto<em> Design Age<\/em> e a exposi\u00e7\u00e3o <em>Designing For Our Future Selves<\/em>, que ao longo dos anos 1980 e 1990 buscaram discutir esses assuntos em profundidade (CLARKSON; COLEMAN, 2013).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"980\" height=\"606\" src=\"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/606_980-7A33BDF4-6668-464D-AF69-9A998470DCED.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-747\" srcset=\"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/606_980-7A33BDF4-6668-464D-AF69-9A998470DCED.jpeg 980w, https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/606_980-7A33BDF4-6668-464D-AF69-9A998470DCED-300x186.jpeg 300w, https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-content\/uploads\/606_980-7A33BDF4-6668-464D-AF69-9A998470DCED-768x475.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/designmuseum.org\/whats-on\/pop-up-exhibitions\/new-old\">Design Museum<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o <em>New Old<\/em> do Design Museum, realizada em 2017 (DESIGN MUSEUM, 2017), \u00e9 uma herdeira direta dessas iniciativas, discutindo temas como demografia, identidade, trabalho, comunidade, casa e mobilidade. Essa exposi\u00e7\u00e3o apresentou conceitos de produtos e tecnologias assistivas, e tamb\u00e9m instala\u00e7\u00f5es interativas que contavam hist\u00f3rias de vida de alguns idosos. Resenhas sobre essa exposi\u00e7\u00e3o apontam para uma mudan\u00e7a na nossa forma de pensar sobre os idosos, hoje um grupo mais familiarizado com o uso das telas e das tecnologias interativas para se manter conectados com a fam\u00edlia e os amigos (WAINWRIGHT, 2017; PARSONS, 2017; MCLAUGHLIN, 2017). Essa exposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m nos leva a pensar em que ponto da vida come\u00e7a a velhice em um mundo onde a popula\u00e7\u00e3o idosa nunca foi t\u00e3o numerosa e, ao mesmo tempo, isolada.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil, por sua vez, antes conhecido como uma na\u00e7\u00e3o jovem, vive o desafio do envelhecimento progressivo de sua popula\u00e7\u00e3o. Experimentando uma mudan\u00e7a na pir\u00e2mide demogr\u00e1fica, que v\u00ea reduzido o grupo dos jovens economicamente ativos, o pa\u00eds come\u00e7a a experimentar mudan\u00e7as sociais que j\u00e1 afetam outros pa\u00edses h\u00e1 mais tempo. Esse desafio nos leva a pensar, entre outros assuntos, nas pol\u00edticas p\u00fablicas de trabalho, nas quest\u00f5es envolvendo aposentadoria e a promo\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o continuada depois dos 60 anos de idade, e nas possibilidades de que esse discurso de habilita\u00e7\u00e3o dos idosos sirva como forma de precarizar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho para essa popula\u00e7\u00e3o ao inv\u00e9s de promover a real inclus\u00e3o dessas pessoas. Al\u00e9m disso, o desenvolvimento de tecnologias assistivas n\u00e3o pode servir como pretexto para a cria\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es tecnocratas que enxergam a tecnologia como redentora, desembocando em determinismo tecnol\u00f3gico. Pensar nesses perfis geracionais e nos pr\u00f3ximos idosos para quem vamos projetar tamb\u00e9m nos provoca a refletir sobre a necessidade de habilitar pessoas de todas as idades em literacia digital, para que possam lidar corretamente com as interfaces e a desinforma\u00e7\u00e3o que circula nelas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-vertical is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-8cf370e7 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p>CLARKSON, P. John; COLEMAN, Roger. \u201c<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0003687013000410\">History of Inclusive Design in the UK<\/a>\u201d. Applied Ergonomics. 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>COHEN, Phil. \u201c<a href=\"https:\/\/familyinequality.wordpress.com\/2021\/05\/26\/open-letter-to-the-pew-research-center-on-generation-labels\/\">Open letter to the Pew Research Center on generation labels<\/a>\u201d. Family Inequality, 26 de maio de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>COLEMAN, Roger. \u201c<a href=\"https:\/\/researchonline.rca.ac.uk\/404\/1\/coleman_design_research_for_our_future_selves_1994.pdf\">Design Research for Our Future Selves<\/a>\u201d. Royal College of Arts: Research Papers. V. 1. N. 2. 1993\/4.<\/p>\n\n\n\n<p>DESIGN MUSEUM. \u201c<a href=\"https:\/\/designmuseum.org\/whats-on\/pop-up-exhibitions\/new-old\">New Old<\/a>\u201d. Design Museum: What\u2019s on.<\/p>\n\n\n\n<p>DIMOCK, Michael. \u201c<a href=\"https:\/\/www.pewresearch.org\/fact-tank\/2019\/01\/17\/where-millennials-end-and-generation-z-begins\/\">Defining generations: Where Millennials end and Generation Z begins<\/a>\u201d. Pew Research Center, 17 de janeiro de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>IDOETA, Paula Adamo. \u201c<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-57938082\">O que deu errado com os millennials, gera\u00e7\u00e3o que foi de ambiciosa a &#8216;azarada&#8217;<\/a>\u201d. BBC News Brasil, 24 de julho de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>MCLAUGHLIN, Aim\u00e9e. \u201c<a href=\"https:\/\/www.designweek.co.uk\/issues\/9-15-january-2017\/review-new-old-designing-future-selves\/\">Review \u2013 New Old: Designing for our Future Selves<\/a>\u201d. Design Week, 13 de janeiro de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>OLLIVER, Marcos. \u201c<a href=\"https:\/\/www2.deloitte.com\/br\/pt\/pages\/human-capital\/articles\/millennials-survey.html\">Millennial &amp; Gen Z Survey 2021: Um chamado para a\u00e7\u00e3o e responsabilidade<\/a>\u201d. Delloite Brasil, 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>ONION, Rebecca. \u201c<a href=\"https:\/\/aeon.co\/essays\/generational-labels-are-lazy-useless-and-just-plain-wrong\">Against generations<\/a>\u201d. AEON, 19 de maio de 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>PARSONS, Elly. \u201c<a href=\"https:\/\/www.wallpaper.com\/design\/new-old-exhibition-london-design-museum-explores-tackles-ageing-population\">New tricks: London\u2019s Design Museum tackles design for an ageing population<\/a>\u201d. Wallpaper, 17 de janeiro de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>PINSKER, Joe. \u201c<a href=\"https:\/\/www.theatlantic.com\/family\/archive\/2021\/10\/millennials-gen-z-boomers-generations-are-fake\/620390\/\">\u2018Gen Z\u2019 Only Exists in Your Head<\/a>\u201d. The Atlantic, 14 de outubro de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>WAINWRIGHT, Oliver. \u201c<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/artanddesign\/2017\/jan\/12\/new-old-exhibition-design-museum-london-review-tech-for-older-people\">New Old review \u2013 everything you need for a techno-utopian retirement<\/a>\u201d. The Guardian, 12 de janeiro de 2017.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O texto a seguir foi desenvolvido como parte da avalia\u00e7\u00e3o da disciplina \u201cDesign para Inclus\u00e3o\u201d, ministrada pela professora Juliana Bueno no PPGDesign da UFPR. Trata-se de um resumo expandido, um exerc\u00edcio e um primeiro momento antes do desenvolvimento de um artigo propriamente dito. Nele, busquei refletir sobre a inclus\u00e3o dos \u201cidosos do futuro\u201d. Bastante presentes &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/perfis-geracionais-e-inclusao\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Perfis geracionais e inclus\u00e3o&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52,8],"tags":[],"class_list":["post-744","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cadimia","category-designer-meia-boca","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/744","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=744"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/744\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":752,"href":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/744\/revisions\/752"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=744"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=744"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabianelima.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=744"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}